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Uma aula de garra e o amor pela Química

No início de dezembro, a estudante Francisca Karina Castro Lima, do 4º semestre do curso de bacharelado em Química da Universidade Federal do Ceará, foi destaque na Olimpíada Brasileira de Ensino Superior de Química (OBESQ). Ela levou a medalha de bronze que foi concedida em solenidade realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. Para completar a alegria, a jovem ainda foi homenageada na premiação “Mulheres na Química” e teve o seu nome gravado no Troféu Blanka Wladislaw.

Quem vê as fotos e o momento de êxito de Karina não imagina a jornada cheia de dificuldades que a jovem de 22 anos já percorreu. A mãe, que trabalha como manicure, sempre fez questão de que a filha estudasse em escolas particulares para ter um bom ensino. Porém Karina não teve oportunidade de ter um preparo específico para as Olimpíadas de Química. Então o sonho de ser medalhista foi adiado durante o Ensino Médio. 

O cursinho pré-vestibular foi feito como bolsista durante três anos. Karina queria passar no ITA e a Química era o diferencial no qual ela apostava. “Eu gostava de Química e me saía bem na disciplina, achava que isso me colocava em vantagem. Mas comecei a perceber que eu não gostaria tanto dos cursos oferecidos no Instituto e que eu amava mesmo era a Química. Foi aí que decidi mudar a rota”.       

Já na universidade, Karina não quis deixar para trás o sonho de ser medalhista olímpica e se dedicou aos estudos para a prova da OBESQ. E não deu outra: medalhista e a mulher mais bem colocada do certame. Por isso, recebeu também a homenagem “Mulheres na Química”. “Fiquei muito feliz de estar ali junto com pessoas que admiro, de fazer parte de algo que desejei muito. Nem parecia real”, conta com um largo sorriso.     

Karina se divide entre as aulas na UFC e o trabalho: ela dá aulas particulares para ajudar a custear os estudos e faz tudo o que pode para continuar estudando e alcançar ainda mais. “A