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Setor de limpeza registra resultados positivos 

Projeção da Abipla aponta para um crescimento de 3% em 2020. Novos hábitos de limpeza associados à pandemia explicam alta

A Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla) lançou, nesta quinta-feira (24), o anuário do setor. Participaram o diretor-executivo, Paulo Engler, e Tereza Fernandez, economista e consultora em análise macroeconômica. Eles analisaram o comportamento do mercado em 2019 e o impacto da pandemia no setor de limpeza durante o primeiro semestre deste ano, além de abordar as perspectivas para os próximos meses.

A indústria de limpeza movimentou, em 2019, R$ 26 bilhões, crescimento de 23,8% sobre o ano anterior, reunindo dados do setor, como faturamento, origem de importações, destino de exportações, empregos, número de empresas em atividade, crescimento de produção industrial e o comportamento de vendas de diversos produtos da cesta de limpeza nacional. “O setor vem bem há alguns anos e, em 2020, se descolou tanto do PIB quanto da produção industrial que não tiveram um desempenho tão bom”, explicou Engler.

Este ano, com a pandemia do novo coronavírus, o mercado apresentou um resultado melhor que esperado, segundo Engler. “Desde o primeiro momento, após a decretação do estado de calamidade pública, o setor de produtos de limpeza foi considerado como essencial. As fábricas puderam manter suas atividades em pleno funcionamento. Não identificamos dificuldades intransponíveis na aquisição de matérias-primas, embalagens, insumos em geral e no escoamento da produção”.

Para Tereza Fernandez, o próximo ano merece ser bem pensado do ponto de vista econômico. “Teremos desafios pela frente, pois existe possibilidade de uma diminuição do poder de compra”. Entretanto, Fernandez é otimista quanto aos números do setor. Ela acredita que é um mercado que tende a se manter em alta devido às mudanças de hábitos pelas quais os consumidores vêm passando.

“O grau de utilização desses produtos deve ser mantido independente do cenário da pandemia. Hoje há medidas de higiene que foram incorporadas ao cotidiano e acredito que elas vieram para ficar. Passamos a nos atentar muito mais para a necessidade de higienização e assepsia. Então os números devem continuar com esta leve alta”, prevê.

E as mudanças trazidas pelo novo coronavírus não se limitam ao cenário econômico. Segundo Engler, os acontecimentos exigiram mudanças e readaptações em vários sentidos, como a venda de produtos de higiene pela internet.

“O número de vendas aumentou bastante. Agora buscamos atender esta demanda e melhorar para crescer”. Também pensando no novo cenário imposto, a Abipla deve lançar em breve uma cartilha sobre saneantes. O material vai oferecer orientações ao consumidor sobre o produto, composição e forma correta de uso. “Também estamos correndo atrás e nos adaptando às novas necessidades que surgiram”.

O papel do profissional da Química no setor

O diretor-executivo da Abipla afirma que o setor de limpeza é um ramo altamente técnico e que vive em constante processo de inovação. “Por isso, o trabalho dos profissionais da área de Química é um dos pilares da manutenção e desenvolvimento dessa indústria. Hoje, mais do que nunca, a importância dos saneantes como ferramenta de saúde pública vem sendo reconhecida pela sociedade e essa é uma conquista também do setor químico e de seus profissionais”, pontua Egler.

Sobre a Abipla

Fundada em 1976, a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (ABIPLA) representa os fabricantes de sabões, detergentes, produtos de limpeza, polimento e inseticidas, promovendo discussões sobre competitividade, inovação, saúde pública e consumo sustentável. Seus associados representam a indústria de higiene, limpeza e saneantes do Brasil, setor que movimenta R$ 26 bilhões anuais e responde por 58 mil empregos diretos.