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Seminário para o público interno avança nas novas exigências para prestação de contas

O controller do Conselho Federal de Química (CFQ), Leonardo Nunes Ferreira, realizou na semana que passou mais uma edição do workshop voltado para o público interno do CFQ e dos Conselhos Regionais de Química (CRQs) tematizando as prestações de contas periódicas que precisam ser apresentadas por todo o Sistema CFQ/CRQs.

As mudanças, trazidas pela Instrução Normativa 84/2020 do Tribunal de Contas da União (TCU), ainda suscitam dúvidas. Intitulada “Seminário Técnico Prestação de Contas Durante o Exercício: desafios e perspectivas”, a apresentação vem no contexto definido por Nunes como “trilha do conhecimento”: até o momento foram quatro palestras, com a primeira em outubro de 2020.

O controller entende que a IN 84/2020 trouxe muitas novidades no âmbito da prestação de contas e que a assimilação demanda tempo. A rigor, a atividade de apresentar os dados da gestão não é mais reservada ao “intensivo” no fim do ano, próximo ao final do exercício. Há dados que demandam atualização trimestral, outros que exigem apresentação mensal e outros que devem ser expostos até mesmo em tempo real.

Seminário reforçou que prestação de contas exige atenção permanente

No novo Seminário, Nunes Ferreira tratou de esmiuçar os aspectos da exposição dos dados, especialmente as despesas com pessoal, contratos, licitações, e outras informações – além de instruções práticas sobre como proceder a inclusão das atualizações nos portais de Transparência, com atenção ao que exigem outras legislações, como a Lei de Acesso à Informação (LAI).

O controller apresentou que tipo de informação deve ser disponibilizada em cada prazo e fez ainda um “flashback” com o propósito de recuperar instruções anteriores sobre como construir o relatório, aliando o planejamento estratégico às metas mensuráveis de cada iniciativa e estabelecer uma planificação para acompanhar seu andamento ao longo do tempo.

Gestão de projetos estratégicos deve ser prioridade

Na parte final da apresentação, Nunes Ferreira reforçou a importância da identificação dos projetos estratégicos prioritários e apontou meios de conduzi-los.

“Tenha seu mapa estratégico, sua cadeia de valor e depois faça um inter-relacionamento entre os dois”, explica.

O controller destacou que o planejamento não pode ser estático e que reanalisar os termos planejados ao longo do tempo é importante. Os projetos estratégicos, reforça Nunes Ferreira, precisam ser conduzidos de forma a manter a equipe envolvida ao longo do tempo;

“Cenários mudam e o que foi planejado pode não ser exequível. Aí é preciso fazer a mudança. Muitas vezes quando se cria uma iniciativa estratégica, se cria uma expectativa. Se for orçamentária, o recurso pode ficar parado. Se sobrar, é porque não fomos capazes de executar. É preciso conduzir esse processo com inteligência para evitar frustração”, afirma.

Ele prossegue:

“Quando se entra na questão de instrumentalização, aí começam os problemas. Se não se faz corretamente a parte do pensar estratégico, quando se vai para o monitoramento, aí há uma enxurrada de dúvidas e dificuldades.”