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Semana do Aprendizado: Desenvolvendo habilidades nas pessoas

“A transformação é o novo normal”, afirmou Simone Maia, diretora da regional Centro-Oeste da consultoria Lee Hecht Harrison (LHH), durante palestra na Semana do Aprendizado 2021, promovida pelo Conselho Federal de Química (CFQ). Especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, Simone fez com que o evento on-line fosse uma reflexão dos novos tempos que vivemos com o surgimento da pandemia de Covid-19. 

A especialista, com mais de 27 anos de experiência em organizações públicas e privadas, começou explicando a diferença entre mudança e transformação. “Os grandes avanços foram gerados em momentos de crises. A mudança faz ou torna diferente algo conhecido, corrige o passado e incrementa um processo que eu já conheço”, revelou a palestrante.

Simone salientou que enquanto a mudança é motivada por eventos ou fatos, a transformação é irreversível, permanente, com impactos positivos e interativos.

“A nossa visão de possibilidades ampliou muito. Quando falamos em transformação temos que ter em mente que é uma nova constante. Algo que vai acontecer o tempo todo. Por isso, precisamos nos preparar para essa transformação contínua e ajustar o nosso modelo mental e comportamental”, acrescentou. 

 A transformação é capaz de criar algo novo e radicalmente diferente, como novos negócios ou modelos operacionais. Segundo a diretora, estamos na era da 4ª Revolução Industrial, na qual as barreiras entre o humano e a máquina são eliminadas. “Hoje enfrentamos desafios singulares. Precisamos desenvolver competências específicas, e entender e aplicar as tendências tecnológicas ao negócio gerando valor”, comentou. 

Durante a sua exposição, Simone propôs uma atividade interativa com o público on-line. Foi perguntado aos participantes o que eles precisavam prover para contemplar mudanças e transformações na área digital. O resultado imediato da enquete revelou que o comprometimento foi um dos requisitos mais relevantes.

“Que competências você precisa adquirir para viver neste ambiente transformador?  Um conceito – a Ambidestria -, cunhado pela americana Singularity University, demonstra que essa é a competência para o início deste século. Ambidestro é aquele que faz as coisas com as duas mãos. 

A Ambidestria, como competência, é a capacidade que cada um tem de entregar resultados na primeira velocidade e ao mesmo tempo, equilibrando o direito e o esquerdo, ou seja, sucesso e resultados com inovação e disrupção. “Nós temos as competências estruturais e fundamentais. Elas constroem o sucesso e são as competências de base. As competências transformacionais são aquelas que vão acelerar a transformação cultural por meio do desenvolvimento de diferentes competências. Nunca foi tão necessário o compromisso das pessoas com as organizações. Vamos lembrar que estamos em modelo de home office, cada uma na sua casa”, completou.

Simone Maia também abordou os conceitos de competências técnicas e comportamentais, ou “Hard Sills e Soft Skills. Hards skills são os conhecimentos técnicos adquiridos em cursos de formação e qualificação, o que colocamos no currículo. Já Soft Skills são as nossas aptidões mentais, emocionais e sociais.

De acordo com a palestrante, os fatores considerados de transformação são a prontidão, os focos estratégico, operacional e nos resultados, além de habilidades pessoais e comportamentais. “É preciso coragem para reconhecer e viver o novo. Coragem para abandonar hábitos que não servem mais, para imaginar um futuro ousado, e para criar novas formas de trabalho e interação para obter o sucesso. Essa é a coragem que precisamos. Desenvolver para transformar”, encerrou