Notícias

Semana da Química do CRQ XIV inicia com relação entre o químico e a água

No mês de agosto, quem celebra os profissionais da Química é o Conselho Regional de Química da 14ª Região (CRQ XIV) que, durante esta semana, promove a Semana de Química 2021, trazendo para discussão as competências e áreas de atuação dos químicos. Nesta quarta-feira (4) à noite, o presidente do CRQ IV,  Gilson da Costa Mascarenhas, abordou o tema “Tratamento de Água”.

A água é essencial para a sobrevivência humana, mas, para que possa ser utilizada em sua máxima potencialidade, requer a presença de um profissional qualificado e capaz de tornar esse bem em ainda mais valioso. Para explicar mais sobre esse assunto, o  presidente Gilson Mascarenhas começou sua fala pelo tratamento de efluentes. “A água é uma molécula específica e diferente. A maioria das substâncias utilizam a água como solvente. Ela tem uma caraterística toda especial. No ângulo de formação da molécula de água há uma variação de 104,5 graus”, afirmou. 

O corpo humano é composto, em média, por 70% de água, variando com a idade. E o planeta tem 71% da superfície coberta por água, sendo que 97% é água salgada e 2,5% é doce. Estima-se que a Terra tem 67 milhões cúbicos de água subterrânea. “A Terra é um sistema fechado. “O detalhe é a poluição que ela recebe e a necessidade de tratamento que ela deverá ter depois do uso humano”, diz o presidente do CRQ XIV.

De acordo com ele, o efluente é gerado porque entrou no sistema uma água para ser utilizada. E com o rejeito dessa água, surge o efluente líquido. 

Mascarenhas abordou os tipos de água. A primeira a ser apresentada é a água deionizada. “É a água que se remove os sais inorgânicos dissolvidos. Se remove com deionizador (filtro) com as resinas aniônicas e catiônicas para remover os ions”, complementa.

O segundo tipo é a água destilada. Ela é obtida por meio da evaporação, sem sais minerais e gases dissolvidos e impurezas. “Para se obter um litro de água destilada, é preciso nove litros de água normal. Ela serve para o preparo de reagentes e soluções”, garante o dirigente. 

Não bebemos água somente para matar a sede, mas porque ela possui vários sais minerais, essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo. Por isso, essa água não é recomendável para o consumo humano.

O outro tipo é água bidestilada, que passa por duas destilações. Ela é usada em laboratórios e na área médica para limpeza de ferimentos, queimaduras e lavagem de catéteres.

Existem, ainda, a água para injetáveis, utilizada nos hospitais. Ela é estéril e apirogênica (sem vestígios de metabolismos de fungos, vírus ou bactérias).

Também há a água ultrapura. Ela é usada nos laboratórios químicos, como a cromatografia gasosa.

Segundo o presidente do Regional, há também as águas para caldeiras. Elas estão presentes nos frigoríficos e nos abatedouros. “O químico nestes estabelecimentos pode trabalhar na parte de efluentes e tratamento de água. O químico atua evitando a corrosão e incrustações nas caldeiras e em análises laboratoriais.”

Análises da água

Mascarenhas mencionou as portarias que tratam de potabilidade e alternativas de abastecimento da água, sendo responsáveis, também, por determinar que o PH deve estar entre 6 e 9. Na ocasião, ele  ponderou sobre o PH da água encontrada em poços na região norte do País,que varia de 4,5 a 5, fazendo com que as estações de tratamento tenham obrigação de corrigir esse nível. 

O presidente do regional enxerga, no mundo do tratamento de águas, mais um nicho de mercado para os químicos. Para ele, é imprescindível a necessidade de um responsável técnico nas soluções alternativas de abastecimento de água (carros pipas, por exemplo, e apenas para água potável).