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Revolução 4.0 abre portas para novas oportunidades na Química

Os hábitos em relação ao consumo e os métodos de produção já não são mais os mesmos. E a responsável por essas mudanças é da constante evolução digital. A afirmação foi feita pelo engenheiro químico e mestre em processos petroquímicos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Cláudio Luís Muller, durante palestra para alunos do curso de Química da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió. A iniciativa é mais um Momento Q, promovido pelo Sistema CFQ/CRQ.

Durante o evento, realizado na noite de quarta-feira (26/6), Cláudio falou sobre “O papel da Química na Indústria 4.0” para cerca de cem alunos e professores que lotaram o auditório da biblioteca da universidade. Na ocasião, ele defendeu a ideia de que a “Revolução 4.0” abre um vasto campo de oportunidades para os profissionais mais bem preparados. As tecnologias, explicou Muller, estão ficando mais baratas, ou seja, empresas de menor porte têm, hoje, condições mais favoráveis para aderirem à transformação digital, o que também é bom para o mercado de trabalho. “Como a indústria vai ter a oportunidade de melhorar os processos e vai ter acesso a sistemas mais sofisticados, ela irá precisar de profissionais mais qualificados”, prevê.

“É uma tendência irreversível”, reforçou a engenheira química Fátima Lippo, presidente do Conselho Regional de Química de Alagoas (CRQ-XVII), ao destacar que o novo profissional precisa estar “afinado com as novas tendências e vinculado a toda essa movimentação digital que está acontecendo”. Na avaliação do professor Edmundo Accioly, do Instituto de Química e Biotecnologia da Ufal, a palestra abordou questões essenciais para os alunos, como a otimização da produção e a digitalização dos processos. “É importante para o estudante que está entrando agora no mercado conhecer esse novo modelo e pensar como ele vai se situar nesse contexto”, afirmou o docente.