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RETROSPECTIVA 2019: Tabela Periódica é a estrela da 42ª Reunião Anual da SBQ

A Retrospectiva 2019 do Conselho Federal de Química (CFQ) lembra a participação do conselho na 42ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), realizada em maio, na cidade de Joinville. O destaque do evento foi a Tabela Periódica, o maior documento compilado pela humanidade sobre o tema chega aos 150 anos.

“Nosso objetivo central é divulgar a importância da Química e a real necessidade de investimentos em capital humano para desenvolvê-la”, explicou o presidente da SBQ, Norberto Lopes. Ele também ressaltou o atual momento como urgente para comunicar a missão da Química na sociedade. “Há um tempo estamos notando um movimento que visa diminuir a Química e a academia associando-a ao grande mal da humanidade, a responsável pelas nossas desgraças. É exatamente o oposto. Não existe nada sem a Química.”

Coordenada pela professora do Instituto de Química da UFRJ e membro do Conselho Consultivo da SBQ, Claudia Rezende, a sessão comemorativa dos 150 anos da Tabela Periódica trouxe questões relacionadas a elementos raros e aspectos educacionais.

“Além de mostrar a beleza do maior documento da era moderna, também procuramos trazer um contexto econômico para o debate, como as terras raras e demais elementos que possuem forte apelo mundial”, declarou Claudia.

O evento, que reúne a maior comunidade de químicos do Brasil entre estudantes, professores e pesquisadores, teve como objetivo unir o ambiente acadêmico e o setor produtivo em prol da Química como agente indutor do crescimento brasileiro. Além disso, discutiu assuntos pertinentes, como o mais badalado elemento de 2019: o nióbio. Raro no mundo, mas abundante no Brasil, o metal é considerado fundamental para a indústria de alta tecnologia. Com isso, sua demanda tem aumentado nos últimos anos e tem sido objeto de controvérsia e de uma série de teorias conspiratórias e mitos sobre a dimensão da sua importância para a economia mundial.

“Além de ensinarmos o conceito dos elementos, é importante levar para as salas de aula os assuntos relacionados ao tema como a economia. O Brasil possui várias jazidas de nióbio, logo, está no centro da discussão mundial”, ressaltou Claudia, que ainda lembra: “Para que avancemos nas descobertas, é preciso apoio técnico-financeiro. Nosso debate também traz essa questão, pois só com pesquisas seremos capazes de sermos verdadeiros protagonistas nesse segmento. ”