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Referência no estudo de armas químicas, professor americano visita estande do CFQ/CRQ

Entre os grandes acadêmicos e especialistas que passaram pela 42ª Reunião Anual de Química, ocorrida em Joinville (SC), um deles se destacou entre o público. Um dos maiores estudiosos em materiais moleculares e química supramolecular da atualidade, o professor Joseph Hupp (Northwestern University USA) fez uma apresentação de grande impacto aos jovens focada para a área de preparação e uso de Metal Organic Framework (MOF’s) para reações catalíticas com enfoque em ALD (Atomic Layer Deposition).

Hupp é líder mundial na preparação e usos de MOF’s, tendo publicado mais de 700 artigos na área e recebido prêmios por ter sido um dos autores mais citados sobre o assunto entre 2014 e 2018. Depois de participar das atividades na reunião, o professor passou pelo estande do Sistema CFQ/CRQ para conhecer melhor o trabalho do Conselho na fiscalização e defesa dos profissionais de Química. Ele também falou resumidamente sobre seus estudos e o conteúdo apresentado no evento.

“Nós estudamos e criamos materiais moleculares e estruturas supramoleculares. Alguns são projetados para nos ajudar a entender aspectos fundamentais do reconhecimento molecular, da auto-montagem orientada, da captação de luz e transporte direcionado de energia, e da reatividade na transferência de elétrons. Outros materiais são planejados para explorar estes fenômenos e resolver problemas envolvendo conversão de energia solar, armazenamento e uso de combustíveis, sensores químicos, transporte molecular e separações químicas, ou catálise seletiva”, afirmou.

Seu trabalho foca no estudo do reaproveitamento sustentável de energia e a melhor compreensão dos impactos das reações químicas. Aliado a isso, o professor também estuda alternativas de defesa dos impactos da armas nucleares. “Algumas nações, entre elas os EUA, possuem armas químicas e regulamentações sobre seu uso e desenvolvimento. Porém, há outros países que estão construindo suas armas sem qualquer acompanhamento internacional. É um fato. Logo, precisamos pensar em alternativas químicas que anulem, ou reduzam os efeitos catastróficos de seu uso”, declarou.

Sobre a reunião, Hupp disse ter ficado impressionado com os trabalhos apresentados pelos professores e alunos. “Sem dúvida, saio daqui aprendendo bem mais sobre os diversos temas da química. Sou um entusiasta da ciência e aqui encontrei grandes profissionais e projetos incríveis”, finalizou.