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Reação modesta: produção industrial de químicos tem alta em agosto

A produção de produtos químicos de uso industrial subiu 5,96% no mês de agosto, fechando o período positivo, na comparação com o mês de julho, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O nível de utilização da capacidade instalada alcançou 70% em agosto, também registrando melhora em relação ao mês anterior, quando foi de 65%. Porém, segundo a entidade, apesar dos bons resultados, ainda é preciso reverter acumulados negativos de meses anteriores.

“Os números foram positivos em agosto, mas foram percebidos sobre uma base negativa de comparação dos meses anteriores e estão muito abaixo dos resultados alcançados em igual mês do ano passado. Portanto, ainda que as expectativas e perspectivas sejam positivas, a melhora é tímida e insuficiente para reverter os acumulados negativos”, avalia a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira.

No acumulado de janeiro a agosto de 2019, sobre igual período do ano anterior, os resultados foram negativos: o índice de produção caiu 4,32%, o de vendas internas teve recuo de 1,96% e o CAN – Consumo Aparente Nacional, que mede a produção mais importações, menos as exportações – apresentou declínio de 6,4%. Em agosto, este índice cresceu 7,4%, mas ficou 8% abaixo em relação ao mês anterior, representando o sexto recuo consecutivo. O nível de utilização da capacidade instalada, apesar do crescimento, ficou onze pontos abaixo do nível de operação de agosto do ano passado.

“Tradicionalmente, agosto dá início a um período de três a quatro meses consecutivos de melhora na atividade do setor. Mas a curto prazo existem incertezas em relação a como a economia nacional e a indústria química irão reagir à desvalorização do real, frente ao dólar, à volatilidade do petróleo, por conta das incertezas na Arábia Saudita e eventuais reações, bem como aos efeitos do ambiente conturbado entre Estados Unidos e China. Ademais, a economia nacional ainda não deu sinais de recuperação, frustrando as expectativas de muitos setores, que têm forte correlação com o desempenho do PIB”, analisa a diretora da Abiquim.