Notícias

Saiba quais são os cursos disponíveis para quem quer seguir a carreira de Químico

Escolher uma profissão não é tarefa fácil. O aluno precisa analisar muitas variáveis e procurar conhecer a atividade que pretende desenvolver. Pensando nisso, o Conselho Federal de Química (CFQ) traz dicas e informações para quem está pensando em seguir a uma carreira no campo da Química e ainda não sabe o que vai enfrentar na faculdade e no mercado de trabalho.

O primeiro passo é conhecer a grade curricular do curso pretendido e se inteirar ao máximo do que é ensinado nas disciplinas. O conselho é do professor do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UNB), Rafael Oliveira Rocha. “É preciso estar ciente do que vem pela frente. O curso de Química não tem apenas Química, e este é um engano muito comum. O aluno precisa entender que vai ter que estudar muita Matemática e Física, que são as grandes áreas da ciência. À medida que o curso vai avançando os alunos percebem o quanto é importante aprender estas duas disciplinas”, explica.

Os quatro cursos básicos da área de Química na UnB são: bacharelado, licenciatura, Engenharia Química e Química Tecnológica. Mas há outros cursos consorciados com outras áreas de conhecimento, como é o caso das Ciências Ambientais, que também é oferecido pela UnB. Os cursos têm disciplinas que permeiam as quatro grandes áreas da Química: Orgânica, Analítica, Inorgânica e Físico-Química. O professor Rafael conta que os profissionais dessas áreas terão atribuições diferentes, conforme determina o Conselho Federal de Química (CFQ). Isso porque a grade curricular de cada curso é bastante direcionada, apesar de serem da mesma área.

Na parte inicial de todos os cursos, o aluno estuda muita Química, Física e Matemática. Rafael ressalta que o curso de bacharelado tem muitas disciplinas em laboratório. Já a licenciatura é voltada para formação de educadores em Química, professores de ensino médio e fundamental. No curso de Química Tecnológica, além de algumas disciplinas do bacharelado, os alunos terão que estudar Tecnologia em Química e disciplinas específicas da área de  pesquisa. É essa parte do aprendizado que prepara o aluno para as áreas de tecnologia de petróleo, cosméticos e produção de uma gama de produtos que usamos no dia a dia.

Na Engenharia Química, a bagagem é voltada para os cálculos, já que os engenheiros trabalham na área desenvolvimento de equipamentos, plantas e indústrias. “Este curso tem um pouco menos de Química e é mais voltado para engenharia propriamente dita” explica o professor. “Se eu for construir uma indústria do zero, toda a parte de desenvolvimento, cálculos, logística de transporte, isso tudo é competência do engenheiro”, conclui.

Alice Soares de Queiroz cursa o 5º semestre de licenciatura em Química no Instituto Federal do Ceará. Ela gosta de cálculo e ama o curso. “Eu me preparei para a faculdade de Medicina, mas comecei a estudar Química e me apaixonei. Gosto de todas as disciplinas, a gente estuda muito cálculo, pedagogia e pesquisa”.

Mercado de trabalho

Quanto ao mercado de trabalho, o professor da UnB garante que é certa a absorção de todos os químicos que se formam no país, já que o campo de trabalho da área é muito vasto. “O químico pode trabalhar até mesmo na área burocrática, como na análise de projetos. Muitos órgãos públicos empregam na área de meio ambiente, petróleo, perícia e laboratórios de exames. Na Química Tecnológica, por exemplo, o parque industrial está em expansão e oferece boas possibilidades para os alunos”, finaliza.