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Projeto leva conceitos de Química Verde para a comunidade escolar

No “Quimicando Biodiesel”, alunos de escolas públicas e particulares aprendem a fazer biodiesel a partir de óleo residual de frituras

Um professor de Química do Centro Universitário FAESA, em Vitória (ES), criou um projeto de extensão tecnológica para alunos do 9º ano do ensino fundamental da área de Ciências e do ensino médio de escolas públicas e privadas, assim como para os professores dessas unidades.

Biodiesel produzido com lítio

O “Quimicando Biodiesel” consiste em oficinas 100% práticas nos laboratórios de Química do Centro Universitário, nos quais os alunos realizam a reação química de transesterificação, que é processo pelo qual é fabricado o biodiesel.

Durante as oficinas, a comunidade escolar aprende conceitos ligados à sustentabilidade, energias alternativas e renováveis (como é o caso do biodiesel em substituição de parte dos combustíveis derivados do petróleo), resíduo zero, coleta seletiva, tratamento de resíduos e mais um pouquinho de Química.

O coordenador do projeto, professor Gilberto Maia de Brito, conta que, para os alunos do 9º ano do fundamental, ele começa com o conceito de Química Verde. “Eles ficam deslumbrados em saber o que é a Química Verde. Introduzimos este assunto para que eles entendam o que esta área da Ciência tem a ver com a sustentabilidade, aproveitamento de resíduos, como é o caso do óleo de fritura”.

O professor relata que o resíduo é, muitas vezes, descartado de maneira incorreta em lares e lanchonetes. “O mais legal é que os alunos levam para as suas famílias e espaços de convivência os conceitos que aprendem no projeto. Eles trazem, inclusive, o óleo residual de frituras de suas casas para ser convertido em biodiesel durante as oficinas”.

Por se tratar de um projeto de extensão tecnológico transdisciplinar, além dos alunos das escolas, a iniciativa envolve os alunos da própria FAESA.

“O projeto me trouxe a oportunidade de enriquecer meus conhecimentos sobre a Química, a sustentabilidade, a importância da redução do consumo de combustíveis fósseis, a compreensão do mercado de carbono. Além de reforçar a ideia que os profissionais de diversas áreas podem trazer consigo inovação no setor científico, proporcionando assim a evolução e a interação do meio acadêmico”, conta o estudante de engenharia civil Higor Teixeira, que entrou no projeto em 2019.

As atividades foram temporariamente suspensas devido à pandemia do novo coronavírus. Mas o professor já se prepara para o retorno das atividades, que possivelmente se dará em 2021, no início do ano letivo. As escolas capixabas interessadas em participar do projeto podem fazer contato pelo e-mail gmaiabrito@gmail.com.