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Projeto Inspiração abordou a carreira de químico na galvanoplastia

O tema do Projeto Inspiração, em novembro, foi sobre a carreira química voltada na área de galvanoplastia, que é o processo de blindagem, no qual os íons de metais, em uma solução, são levados a partir de um campo elétrico para revestir o eletrodo.

O Projeto Inspiração, criado pelo Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV), trata-se de uma série de lives direcionadas a despertar o interesse dos estudantes da área Química para os diversos segmentos de atuação. As transmissões deste projeto são realizadas todas as últimas terças-feiras de cada mês. 

A missão dos palestrantes é a de inspirar os jovens e, para isso, as noites contam com relatos de trajetória profissional, dicas cursos complementares, expectativas de crescimento, diferenciais que o profissional precisa possuir, e setores de atuação industrial. Resumindo, cabe aos participantes a função de transmitir aquele “brilho nos olhos” de quem ama o que faz e, assim, quem sabe, inspirar futuros profissionais. 

Na live do dia 30 de novembro foram convidados os químicos Fernando Prates de Souza, Maria Regina de Souza e Rafaela Adriana Alves.

“Todos os dias estamos aprendendo”, contou Fernando de Souza, no início do seu depoimento. O químico, que está há mais de 20 anos na mesma organização, observa que a escolha pela profissão foi muito bem-feita. Souza trabalha com galvanoplastia, no tratamento de superfícies, e com uma série de reações químicas. 

 Souza ainda é responsável por parte da produção, qualidade e tratamento de efluentes. Para ele o processo de análise química evoluiu muito. “Hoje, fazemos uma análise em 60 segundos, e quando você tem conhecimento, também adquire segurança”, lembrou.  

Já Rafaela relatou que entrou como aprendiz. “Na faculdade, temos uma noção geral. Fui buscando conhecimento, fazendo especializações e pós-graduação”, acrescentou. 

A empresa para qual trabalha fornece compressores automotivos originais e os produtos exigem o cumprimento de várias normas pelos clientes. 

“Eu comecei como laboratorista, depois como gestora de produção. Hoje sou responsável pelo controle de qualidade”, comentou. 

A profissional disse, ainda, que o controle de qualidade se inicia desde o recebimento da matéria-prima. “Existe um outro controle dentro da fundição, junto com os moldes. A gente documenta todos os ensaios. Nós fazemos também a análise do material, via espectrometria, corrigindo os parâmetros para atingir os valores definidos pelos clientes.”

Ao concluir seu depoimento, Rafaela afirmou que “não existe sucata dentro da fábrica, tudo é reaproveitado. Existe dentro da empresa, os critérios normativos para seguir a legislação ambiental.”

Maria Regina de Souza foi a última a falar sobre a sua experiência profissional. “O professor de Ciências observou que eu tinha uma certa facilidade para a área. Ele conseguiu uma visita na Pfizer. Só uma aluna poderia entrar no laboratório. Fiquei encantada, me inscrevi no vestibular de Química”, explicou. 

Ainda recém-formada, Regina foi efetivada depois de três meses de estágio. “Assim, eu criei um controle de qualidade. Estou hoje numa indústria que é líder de mercado.”

A química ainda cuidou, por muitos anos, de tratamento de efluentes. “Nunca parei de estudar e visitar fornecedores. Aprendi muito fazendo estágio nas empresas. Me sinto feliz”, concluiu.

Assista à live completa em https://www.youtube.com/watch?v=-D8So0uhgdM