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Planejamento Estratégico: para o presidente José de Ribamar, olhar para o futuro é “caminho sem volta”

O Planejamento Estratégico do Sistema CFQ/CRQs “veio para ficar” e constitui um marco para a Química e seus profissionais no Brasil. Passados dois anos da elaboração do Planejamento, produto de três dias de imersão envolvendo representantes de todo Sistema realizados em Pirenópolis (GO) no último final de semana de julho de 2018, poucos assuntos entusiasmam tanto o mentor e maior avalista da iniciativa que estabeleceu metas e definiu estratégias e prioridades para o Conselho Federal de Química (CFQ) e outros 20 Conselhos Regionais de Química (CRQs) que integram o Sistema – José de Ribamar Oliveira Filho, presidente do CFQ.

A quantidade de acontecimentos – e de realizações – estabelece uma certa nostalgia daqueles três dias em Pirenópolis e tudo que envolveu a elaboração do Planejamento Estratégico do CFQ: a impressão do presidente é de que 2018 foi “há muito tempo”.

“Havia uma necessidade de construir as coisas em cima de conceitos, e foi em busca desses conceitos que produzimos o Planejamento Estratégico e organizamos a gestão”, relembra.

Para Oliveira Filho, era importante que a gestão que ele então iniciava contasse com um diferencial e expressasse plenamente uma ambição de fazer diferente, com um legado e uma marca de profissionalismo capaz de envolver todo o Sistema. O Planejamento Estratégico foi então encomendado junto aos gestores que o presidente contratara. A liberdade para a realização era total, mas o presidente exigira apenas que o Planejamento previsse melhoria da comunicação com os profissionais e a sociedade, tornando o Sistema CFQ/CRQs conhecido; garantisse a integração entre os vários entes que o compõem e fosse desenvolvido de maneira democrática.

“Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA, onde o presidente do CFQ leciona), colegas e estudantes me perguntavam para que afinal servia o Conselho de Química. Eu explicava, mas entendi que o Sistema precisava de visibilidade”, relembra Oliveira Filho.

Os demais pontos defendidos pelo presidente aos gestores foram atendidos na própria formulação do Planejamento Estratégico: foi um processo amplo e intenso, reunindo pessoas que antes tinham muito pouco contato uma com as outras – mas que, dessa vez e dali em diante, seria chamadas constantemente a garantir sua voz dentro do Sistema CFQ/CRQs.

“Esse planejamento Estratégico foi a coisa mais interessante que aconteceu, foi um verdadeiro marco.Ele gerou uma integração entre os regionais e o federal que nunca havia existido antes. Muitos agiam por conta própria e outros sequer se comunicavam. Quanto a nós, passamos a mensagem de que tudo seria feito na base da democracia, com discussão. Um plano feito por nós e que servisse às nossas necessidades”, resume o presidente do CFQ.

Passados dois anos da elaboração, Oliveira Filho diz seguir atentamente a evolução das metas e objetivos. Ele orgulhosamente enumera as conquistas e realizações já contabilizadas, mas sem jamais se sentir plenamente satisfeito:

“Sou um inconformado. Pra ter uma ideia, quando eu produzo um parecer, se eu for ler 15 vezes, 15 vezes eu vou mudar… Nunca estou satisfeito, mas é claro que os resultados estão aí, são os dados. Os resultados são reconhecidos pelos meus pares e pelos conselhos regionais. Mas reitero: não estamos onde eu quero ainda”.

O Planejamento Estratégico é ousado sob vários aspectos. Seja pela ambição de projetar o Sistema CFQ/CRQs por todo um decênio (2018-2028), seja por se pretender aplicável pelos CRQs, independente de suas realidades locais ou porte. Como destacado no princípio deste texto, é uma iniciativa que “veio para ficar” e que terá continuidade e vida longa dentro do Sistema.

“Deu certo porque é pra isso que serve a democracia, o processo foi amplamente democrático.E é irreversível, veio para ficar, não tem volta. Esse Planejamento vai sofrer as correções, o que é uma coisa natural. Mas jamais vai haver volta e isso é algo que o próprio Sistema CFQ/CRQs já não aceitaria porque estamos no caminho certo. As únicas críticas que recebo são pontuais. O resto é só elogio… E vamos seguir rigorosamente o que está traçado”, afirma o presidente do CFQ.

O Planejamento Estratégico afasta o risco de acomodação da gestão e expõe, de forma transparente, quais são os objetivos e o que a instituição almeja – mesmo no setor público, onde as práticas comuns da iniciativa privada ainda engatinham. No Sistema CFQ/CRQs, o futuro já pode ser observado pelos químicos e pela sociedade. E ele é promissor.

  • O Sistema CFQ/CRQs está lançando uma série de reportagens e conteúdos para celebrar os dois anos do lançamento do Planejamento Estratégico, elaborado entre julho e dezembro de 2018. Considerado um marco para a transformação do Sistema, o Planejamento Estratégico prevê metas e iniciativas para a evolução dos Conselhos Profissionais da Química para o decênio 2018-2028.