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Planejamento Estratégico: os dois anos de um marco na transformação do Sistema CFQ/CRQs

Há dois anos, um divisor de águas foi estabelecido no Sistema CFQ/CRQs: foi em final de julho de 2018 que, após três dias de muito trabalho, o Sistema chegou a seu Planejamento Estratégico – uma congregação de metas, objetivos e estratégias para projetar o futuro dos conselhos profissionais de Química no horizonte de uma década, de 2018 a 2028.

O cenário em que o Planejamento Estratégico foi concebido, por si só, diz muito sobre a natureza da proposta. A diretoria, em concordância absoluta com a nova gestão do presidente do Conselho Federal de Química (CFQ), José de Ribamar Oliveira Filho, definiu por bem profissionalizar a gestão do Sistema. A ideia empolgava os membros do Conselho Federal, mas havia a questão do como fazer. Aí, entrou em campo a expertise técnica dos gestores para construir o planejamento. O gerente-geral Renato Melo alinhou com os demais gestores a sistemática: a proposta era fazer uma imersão de três dias, para garantir concentração dos participantes. Outro ganho da imersão – o local escolhido foi um espaço em Pirenópolis (GO) – era favorecer a integração, uma marca que a nova gestão fazia questão de estabelecer no Sistema CFQ/CRQs.

“Entre a decisão de fazer o evento e sua realização foi tudo muito rápido. Não tínhamos nada, nem contratos, nem estrutura – mas tínhamos o mais importante: o inabalável anseio do Presidente e Diretoria em fazer o que precisava ser feito… Iniciamos então o trabalho!  … Fizemos o questionário eletrônico. Convidamos os participantes com uma gravação do presidente, feita por mim, de maneira amadora. Foi na raça. Um momento importante, vários presidentes, colaboradores, colegas que não se conheciam, tamanho era o distanciamento que havia no Sistema antes. Havia atores importantes dos regionais que nunca haviam se encontrado antes”, relembra Renato Melo.

Propósito de definir metas e objetivos impulsionou ideia

O sucesso da empreitada se deve, porém, à determinação da diretoria do CFQ em realizar o Planejamento Estratégico. O 1º vice-presidente do CFQ, Fuad Haddad, relembra que era imperativo ao Sistema adotar um planejamento “para criar um novo modelo de gestão que viesse auxiliar na compreensão das mudanças do ambiente externo e interno, bem como identificar oportunidades de melhoria para todo o Sistema CFQ/CRQs”.

Haddad prossegue:

“Existe uma frase muito conhecida que diz: ‘se você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve’. Desta forma fica evidente que ao aceitar “qualquer caminho”, sem ter uma estrutura, sem consolidar uma cultura organizacional, sem definir regras e valores, não haveria a mínima possibilidade de sucesso, de quebra de paradigmas, para esta nova gestão no CFQ. Por esse motivo, e pela convicção de saber onde exatamente queríamos chegar, não poderíamos abrir mão da implantação do Planejamento Estratégico, a partir do CFQ e em ato contínuo se estendendo para todos os entes federativos, ou seja, aos Conselhos Regionais de Química“.

Para o presidente José de Ribamar, a partir do Planejamento Estratégico foi possível deixar claros os meios a serem adotados para que os objetivos sejam alcançados.

“Desde o começo, deixamos bem claro que nosso compromisso era o de elevar o nível de excelência em gestão. As diretrizes foram dadas e insisti que gostaria de ver o Sistema CFQ/CRQs evoluindo rumo à integração total, com transparência e unidade de discurso. Aqui, o poder é compartilhado entre todos. Não havia sentido que o Planejamento Estratégico, por exemplo, ficasse restrito ao CFQ… Teria que ser algo que mudasse o paradigma de todo o Sistema, sendo assimilado também pelos CRQs. E assim foi feito”, afirma o presidente.

Planejamento se propõe a ser claro, prático e transparente

A execução do projeto, a construção do Planejamento Estratégico, foi realizada à imagem e semelhança da nova gestão. O processo era inteiramente novo pro Sistema CFQ/CRQs e a falta de uma cultura administrativa mais elaborada gerou um receio de que houvesse um gap, até de comunicação, entre o que preconizava o Planejamento e a compreensão do público interno dos conselhos. O risco que existia era de que o texto soasse abstrato demais e não produzisse a mudança efetiva que era esperada.

“Tivemos uma preocupação com a base, aprendizado e crescimento. Discutimos políticas, discutimos técnica, mas acima de tudo os caminhos que nos levam à excelência em governança e gestão. Por fim, construímos uma visão de efetividade: não adianta planejar e não entregar resultados. Foi tudo muito bem canalizado”, afirma Renato Melo.

A construção de um novo paradigma em gestão é também uma obra de mobilização. Nesse sentido, o chefe de gabinete da presidência e responsável pela área de Relações Institucionais e Governamentais do CFQ, Henrique Martins Farias, relembra:

“A interação entre os presidentes, diretores e o corpo de novos colaboradores daquela época foi fundamental pro sucesso. Foi ousado, na medida em que ele prevê 10 anos, até 2028. Conseguimos progredir sensivelmente. A gente conseguiu avançar numa perspectiva de visibilidade, de importância institucional, da condição de formador de opinião, muito importante. Esse marco é nosso, dessa primeira gestão do presidente José de Ribamar Oliveira Filho e decorrente do Planejamento Estratégico. Não foi fácil, foi uma construção democrática. Tudo que vem da democracia é simples mas não se consolida por conta própria . Existem opiniões que às vezes não são tão convergentes mas nos levam a refletir, a ter pontos de vista críticos sobre aquelas discordâncias. Foi árduo mas muito enriquecedor”, concluiu Henrique Martins Farias.

Disseminação da gestão da cultura de resultados se irradiou

Para o controller do CFQ, Leonardo Nunes Ferreira, um legado importante do Planejamento Estratégico é o estabelecimento de uma nova cultura organizacional em todo o Sistema com especial atenção à construção de consensos.

“A prática de gestão estratégica, sentido lato sensu, para o CFQ, é representada pelo incremento da cultura de gestão voltada para resultados. Está relacionada com a adaptação da organização a um ambiente mutável, direcionando-a para o futuro, por meio de construção de consenso, além de promover a aprendizagem organizacional”, afirma o controller do CFQ.

 

  • O Sistema CFQ/CRQs está lançando uma série de reportagens e conteúdos para celebrar os dois anos do lançamento do Planejamento Estratégico, elaborado entre julho e dezembro de 2018. Considerado um marco para a transformação do Sistema, o Planejamento Estratégico prevê metas e iniciativas para a evolução dos Conselhos Profissionais da Química para o decênio 2018-2028.

  • O Histórico do Planejamento Estratégico
  • Os Resultados do Planejamento Estratégico
  • O presidente do CFQ e o Planejamento Estratégico
  • Os CRQs e o Planejamento Estratégico