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Planejamento Estratégico: inovações trazidas se irradiaram pelos CRQs e hoje alcançam todo país

O Planejamento Estratégico do Sistema CFQ/CRQs, elaborado ao longo de três dias em um encontro realizado na cidade de Pirenópolis (GO), teve desde a sua construção a pretensão de não ser uma obra encastelada na sede do Conselho Federal de Química (CFQ), em Brasília, mas sim um compromisso do Sistema CFQ/CRQs com o seu próprio futuro, com os profissionais da Química, as empresas e a sociedade.

O Planejamento, que completa dois anos e representa um conjunto de metas para o Sistema no decênio 2018-2028, não teve caráter impositivo. É fruto do convencimento, da exposição de ideias e do interesse mútuo. O conjunto dos conselhos de Química é diverso e complexo, compreendendo o conselho federal e outros 21 conselhos regionais. Representantes de toda essa vastidão de sotaques e entendimentos estiveram presentes à imersão realizada em 2018, foram convidados a construir esse documento – e muitos dos CRQs levaram a cabo o compromisso de irradiar suas linhas gerais por todo o país. O presidente do CFQ, José de Ribamar Oliveira Filho, fala com orgulho dos avanços obtidos e, principalmente, da adesão massiva dos regionais ao acordado em Pirenópolis.

“Acho ótimo. É fruto de um trabalho, mas também dos próprios resultados que aparecem. Há CRQs que não aderiram no princípio, mas que passaram a ver os resultados e as boas intenções… Até porque eles mesmos aprovaram o conteúdo. Alguns não aderiram primeiramente por uma série de condições, mas todos aderem na medida em que o CFQ construiu com eles o texto. Nunca vamos deixar pra trás um conselho que queira, que tenha vontade de construir essa mudança”, afirma Oliveira Filho.

Passados os primeiros dois anos, se pode dizer sem dúvidas que todos os conselhos regionais, em menor ou maior grau, adotaram práticas e rotinas desenvolvidas no Planejamento Estratégico – quando não a íntegra do seu conteúdo. E isso se dá de forma indiscriminada, dos conselhos de porte grande até os de menor dimensão. Um dos maiores regionais em número de profissionais e empresas registradas é o CRQ III, o da 3ª Região, que atende o Estado do Rio de Janeiro. O presidente do CRQ III, Rafael Almada, é um entusiasta do texto. Uma das diretrizes trazidas pelo Planejamento, uma presença mais ativa do Sistema nos grandes debates do país, foi sanada com a criação do Comitê de Relações Institucionais e Governamentais – órgão criado na atual gestão e que tem Almada como coordenador.

“É importante ressaltar que o planejamento do CFQ, desde sua aprovação na 796ª Reunião Plenária Extraordinária, segue como uma orientação fundamental para que todos consigamos atingir os objetivos comuns ao Sistema, e isso tem acontecido. O CRQ-III tem aplicado os pontos constantes do Mapa Estratégico do CFQ e orientado suas atividades ao atendimento dos objetivos estratégicos, de forma a reforçar os valores que todo o Sistema CFQ/CRQs tem em comum”, assinala Almada.

Ele aponta ainda que a mudança já vem sendo sentida no Sistema e em especial no regional fluminense.

“Seguir o Planejamento do Sistema possibilitou ao CRQ III compreender o papel de cada agente, na Governança e na Gestão. Esse tem sido o caminho para atingirmos as metas traçadas e, a partir daí, buscar novos objetivos, sempre focados no que torna o Sistema mais forte”.

Fruto de construção coletiva, texto definiu rumos para o Sistema

No nordeste, a presidente do CRQ XIX, Raquel Lima, também compreende o ponto de inflexão trazido pelo advento do Planejamento Estratégico. Mesmo em uma realidade cheia de peculiaridades, no Estado da Paraíba, Raquel persegue e identifica oportunidades de melhoria indicadas pelo Planejamento Estratégico.

“Para o nosso regional, o Planejamento funcionou como instrumento necessário para melhorar princípios de compliance e governança, uniformizando práticas entre regionais e criando instrumentos para nos credenciarmos junto à comunidade. Nesse ponto, ele conta com a participação de todos os colaboradores, responsáveis pelos seus desdobramentos e presentes em todas as reuniões avaliativas. O que se espera é que ele produza frutos importantes para o Sistema: maior organização dos processos, um melhor controle de indicadores, direcionamento de práticas de boa governança, um planejamento adequado para o gerenciamento de recursos e insumos e etc”, afirma Raquel.

No centro-oeste, o CRQ XII, responsável pela atuação do Sistema CFQ/CRQs nos Estados de Goiás e Tocantins e no Distrito Federal, tem como presidente Luciano Figueiredo de Souza. Ele compartilha o entendimento de que o Planejamento Estratégico é uma ferramenta de destaque para a identificação de eventuais deficiências e de oportunidades dentro do Sistema.

“Desde 2018, quando realizamos a elaboração conjunta do Planejamento do Sistema, baseamos os projetos e ações em nosso Mapa Estratégico. Só assim pudemos identificar os principais pontos em que pudemos atuar e melhorar, propondo algumas novas ações de forma que os objetivos estratégicos podem ser alcançados de forma efetiva. No regional, trabalhamos intensamente para que os serviços atendam com excelência nossos clientes que são os profissionais, as empresas e a sociedade. O Planejamento norteia as ações que são realizadas agora e as futuras também, o que oferece segurança e é fundamental”, afirma o presidente do CRQ XII.

 

  • O Sistema CFQ/CRQs está lançando uma série de reportagens e conteúdos para celebrar os dois anos do lançamento do Planejamento Estratégico, elaborado entre julho e dezembro de 2018. Considerado um marco para a transformação do Sistema, o Planejamento Estratégico prevê metas e iniciativas para a evolução dos Conselhos Profissionais da Química para o decênio 2018-2028.