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No Encontro do Pará, graduandos desenvolvem soluções pra problemas locais

Cerca de 150 projetos estão expostos no EPQA com assuntos relacionados à Região Norte

Além das palestras e minicursos ministrados por notáveis profissionais da Química, o 16º EPQA também dedica um momento para divulgar o conhecimento dos futuros profissionais. A apresentação de trabalhos científicos dos alunos de graduação nas áreas de pesquisa propicia um ambiente de debate e os aproxima da comunidade acadêmica para fortalecer futuras parcerias para o desenvolvimento da Região Norte.

Segundo a organização do evento, cerca de 150 trabalhos foram inscritos na exposição. Em formato de pôsteres, eles foram exibidos em um espaço próprio e serão avaliados por professores. Os três melhores resultados receberão premiações. Entre os temas apresentados, alguns estudantes escolheram aqueles que fazem parte do dia a dia da população local, propondo soluções para a melhoria da sua qualidade de vida.

Um dos estudos mostrou o potencial do Eugenol como repelente ao mosquito Anhopheles gambiae, que transmite um arbovírus com atividade hematofágica, vetor da febre amarela e malária. Os principais repelentes comercializados, atualmente, apresentam limitações a crianças, mulheres gestantes e lactantes. Dessa forma, os estudantes Vitor dos Santos Carvalho, Clauber Henrique Souza da Costa, Claudio Nahum e Jerônimo Lameira, todos da Universidade Federal do Pará (UFPA), desenvolveram um pesquisa em busca de novas substâncias repelentes envolvendo óleos e essências de plantas e derivados, como o Eugenol, um composto extraído do cravo da índia.

Outro trabalho teve como temática a produção e descarte de lixo no município de Breves (PA), considerado um problema sério na localidade. Como forma de contribuir para a conscientização dos alunos, os estudantes Renato Moraes da Silva e Jorge Raimundo da Trindade Souza, ambos da UFPA, promoveram a discussão do tema em uma turma de ensino médio, usando o recurso didático “painel integrado”, buscando mostrar de forma ampla a realidade em que se vive e, a partir daí, apontar meios que possam amenizar os impactos do lixo, por meio de transformações químicas.

O aproveitamento dos recursos naturais da Amazônia não passou despercebido pelos estudantes Marco Antônio de Alcântara Rocha, Wenderson Gomes dos Santos e Douglas Alberto Rocha de Castro. Eles buscaram na polpa do buriti, fruto típico da região, uma forma de produzir uma bebida fermentada com características físico-químicas que estivessem de acordo com a legislação vigente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O resultado da premiação será anunciado nessa sexta-feira (13), ao final do evento.