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Medalhistas brasileiros disputam Olimpíada Internacional de Química

Os quatro primeiros colocados da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ 2020) representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Química (International Chemistry Olympiad,  IChO). Vinícius da Silveira Lanza, Marina Malta Nogueira, Cassia Caroline Aguiar e Hana Gabriela Albuquerque disputarão medalhas em prova organizada no Japão. O exame será realizado, de forma remota, nesta quarta-feira (28), às 19h no horário do Japão – isso significa que, no horário de Brasília, eles farão a prova às 7h.

E os candidatos estão na preparação há um bom tempo. Após a OBQ, os estudos de Vinicius passaram a ser focados na Olimpíada Internacional. Como as provas são elaboradas por especialistas do país organizador, ele acredita que a melhor forma de se preparar é estudando mais o conteúdo da fase VI e buscando informações de provas anteriores.

“Meus estudos estão focados em simulados de competições internacionais. O histórico do Brasil na competição internacional é de medalhas, mas isso depende de variantes que não podemos controlar. Então, é estudar e manter a calma”.

O estudante está otimista quanto às chances de medalha também para os colegas brasileiros que farão a prova. “Acho que o desempenho do time brasileiro na internacional vai permanecer tão alto quanto nos anos anteriores. O Brasil tem um desempenho histórico muito bom, e os classificados já estavam estudando há bastante tempo. Então, acho que as chances são muito boas”, aposta.

Cassia cursa o 3° ano do ensino médio em uma escola da capital cearense. Os estudos dela estão voltados exclusivamente para a Olimpíada Internacional. “Toda a minha energia está nesta preparação, que inclui revisão dos assuntos e treinamento do tempo de resolução das questões. Espero que minha participação nessa Olimpíada me dê novas oportunidades”.

Já a amazonense Hana tem 17 anos e cursa o terceiro ano do ensino médio em Fortaleza (CE). A estudante também está otimista e conta que a preparação é cumulativa. “Conforme você vai se preparando para as provas ao longo do ano, tudo isso vira bagagem para a internacional. Estou dando o meu máximo, por isso estou confiante”.

Outra participante é a pernambucana Marina, que também tem 17 anos e cursa o terceiro ano do ensino médio. Para a Olimpíada Internacional de Química, a expectativa é grande. Ela se diz um tanto quanto desapontada com o fato de a prova ser online, mas assegura que nem isso tira o brilhantismo deste momento.

“Seria legal ter a chance de conhecer um novo lugar ou pessoas de outros países. Mas estou muito entusiasmada e ansiosa, pois minha principal motivação sempre foi o amor pela Química, querer aprender mais e me desafiar a testar meus limites. Vou dar tudo de mim”, pontua.

Para o coordenador do Programa Nacional Olimpíadas de Química, Sérgio Melo, a presença dos quatro estudantes na etapa internacional é o resultado de um programa nacional exitoso.  “Nossos estudantes foram convocados após criterioso processo seletivo. Portanto, estão bem preparados para os desafios que terão pela frente. Serão submetidos a exames teóricos com elevado nível de exigência. Tradicionalmente, representam bem nosso país e, normalmente, são agraciados com medalhas”.

Ele complementa que o mérito é dos alunos e de todos que trabalharam por isso junto com eles. “Chegar nessa etapa internacional é uma vitória não só para os estudantes selecionados, mas também para os colegas coordenadores estaduais que organizaram as etapas iniciais da OBQ, os professores das escolas envolvidas e as famílias que ofereceram o necessário apoio.”

Saiba mais sobre a OBQ e a Olimpíada Internacional

A Olimpíada Internacional de Química foi criada em 1968, na Tchecoslováquia. Anualmente, esse certame reúne no mês de julho, aproximadamente, 320 estudantes, de 80 diferentes nações. Cada país pode competir com o máximo de quatro estudantes não-universitários, com idade inferior a 20 anos.

As provas aplicadas são elaboradas por especialistas do país organizador. Ao final do evento, os estudantes com maior destaque recebem prêmios que consistem em medalhas de ouro, prata e bronze. O Brasil iniciou sua participação em 1997, à época, como observador.