Notícias

Especialistas do CFQ debatem técnicas de recuperação de áreas contaminadas em SP

A Remediação Ambiental foi o principal tema abordado pelo Conselho Federal de Química (CFQ), em parceria com o Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV), na feira Ecomondo, que termina nesta quinta-feira (23/05), em São Paulo. Juliano Andrade, integrante da Comissão de Meio Ambiente do CRQ IV e especialista no assunto, ressaltou o papel do conselho como agente regulador, fiscalizador e formador de profissionais de química.

“O conselho ajuda muito na divulgação de informações e no encaminhamento do profissional de química, que muitas vezes sai da universidade sem clareza sobre em que área vai atuar”, disse. Ele acrescenta que a preocupação do Conselho é mostrar quais áreas vêm se destacando no segmento e devem ser fortalecidas.

A Remediação Ambiental é um conjunto de medidas destinadas a recuperar áreas contaminadas. Na maioria das vezes é feita por meio da eliminação das fontes geradoras de poluição, mitigando os riscos à população e diminuindo o nível de contaminação da água e do solo.

Essas áreas contaminadas são definidas como locais que contêm substâncias potencialmente danosas ao meio ambiente e à saúde pública. Pode ser tanto um terreno, em ambiente natural, quanto espaços ocupados por instalações industriais, comerciais, prédios e outros locais em que possam existir depósitos de materiais contaminantes. Esses resíduos podem estar legalmente armazenados, mas também despejados acidentalmente ou até de maneira criminosa. Exemplos comuns de áreas contaminadas são os lixões e aterros sanitários desativados que representam diversos riscos ao meio ambiente.

Buscar esse tipo de informações foi justamente o motivo pelo qual a estudante de química, Luele Ribeiro de Sousa Bari, veio do Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais) para São Paulo para visitar a Ecomondo e o estande do Sistema CFQ/CRQ. “É  uma grande oportunidade para quem está em busca de conhecimento, como é o meu caso”, afirmou.

A coordenadora das comissões do CRQ IV, Andréa Batista Mariano, também destacou a importância de levar as informações da entidade e do setor numa feira voltada para a sustentabilidade. Em seu entendimento, essa base de dados ajuda a construir no público uma ideia mais adequada do que tratam os profissionais da área da Química. Henrique  Ferreira, também da Comissão de Meio Ambiente, ressaltou a necessidade de o profissional não só ter conhecimento técnico do setor, mas também de outras áreas, como Legislação Ambiental. Outro  membro da Comissão do Meio Ambiente, Marco Antonio da Silva, ressaltou a demanda de estudantes de química por informações na área de licenciamento.