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Em nome da produtividade, Semana do Aprendizado discute Gestão Ágil do Trabalho

Dentro da Semana do Aprendizado 2021 e com o propósito de convidar o público interno do Sistema CFQ/CRQs a refletir sobre ações que aumentem a produtividade foi realizada a palestra “Gestão Ágil do Trabalho”. A exposição ficou por conta do especialista Wesley Victal, professor de finanças voltadas à gestão de projetos.

Victal disse que não existe uma fórmula infalível para se buscar a agilidade e, por conseguinte, o aumento da produtividade. Acima de tudo, a busca constante é pela reflexão e pela experimentação, pela revisita de processos e rotinas – uma busca contínua pela melhoria.

“Uma das coisas que deixa as pessoas perdidas é a falta de senso de prioridade. Ou melhor: a incapacidade de entendimento de que as prioridades podem mudar. De parte da alta administração, às vezes falta a consciência de que cada escolha é uma renúncia”, afirma Victal.

Ele destaca que isso causa angústia nas equipes e nem sempre os processos em prática foram desenvolvidos pelo olhar de quem os opera – ou seja, poderiam ser mais bem planejados.

“Outro problema é a falta de conhecimento de parte das equipes das cadeias de valor internas. A história do ‘cada um no seu quadrado’ desabilita a troca de conhecimento e aí ninguém aprende tudo que poderia aprender”, destaca o palestrante.

Victal ingressou então no tema principal, a agilidade. Para ele, no mundo ágil é preciso dar voz aos diversos atores:

“Mas o que é a agilidade nos negócios? Agilidade é a capacidade que uma empresa tem de responder rapidamente a eventos inesperados, internos ou externos, que impactam seus negócios”.

Para que a gestão seja mais produtiva e ao mesmo tempo agradável para as equipes, o palestrante abordou a questão do WIP LIMIT, ou seja, o limite de ações que a equipe consegue desenvolver simultaneamente (Work In Progress).

“A falta de WIP LIMIT traz uma série de consequências danosas à produtividade: desvios de função, concorrência de atividades, desabilita a troca de conhecimento, retrabalho, frustração e sensação de improdutividade”, aponta Victal.