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Dia Mundial do Meio Ambiente: desenvolvimento tem de dialogar com a sustentabilidade

Hoje é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Pelo mundo, a poluição do ar será um dos temas principais, trazendo à pauta discussões sobre o desenvolvimento sustentável. Este ano, a China sediará oficialmente as mobilizações. O país asiático, famoso por seu potencial poluente, hoje tem se destacado no setor de energias verdes. Para o Sistema CFQ/CRQ, não é possível avançar no debate mundial sem incluir a Química Verde.

Por muito tempo, promover o desenvolvimento de uma nação caminhou no sentido oposto à sustentabilidade ambiental. Nesse processo, a química foi vista como uma vilã e indutora da degradação ambiental. Há décadas, porém, a indústria química busca reverter esse cenário e trabalha para criar ciclos de produção com fontes alternativas renováveis – e competitivas. A busca é pelo máximo rendimento com emissão mínima de resíduos.

A “Química Verde” faz parte das estratégias do Conselho Federal de Química (CFQ) para cumprir a sua missão: promover a atividade plena da Química, com vistas a contribuir para o desenvolvimento sustentável do país. Esse ramo de pesquisas, em termos simples, é uma maneira diferente de pensar sobre como a química e a engenharia química podem encontrar formas criativas e inovadoras de reduzir o desperdício, economizar energia e descobrir substitutos para substâncias perigosas.

O conceito nasceu nos Estados Unidos pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), com a colaboração da Sociedade Americana de Química (ACS) e o Green ChemistryInstitute. No DNA da ideia, a implantação de programas com foco na prevenção e controle de poluentes, conforme relata a dissertação de mestrado “Extração Assistida por Micro-ondas e Química Verde”, publicada na sexta edição da Revista Virtual de Química (novembro de 2014) e orientada pela professora Claudia Rezende (UFRJ).

A Química Verde é regida por 12 princípios que resumem todas as premissas sobre o desenvolvimento sustentável, a biodiversidade, os biocombustíveis, as tecnologias limpas de processos industriais com minimização ou eliminação de resíduos e efluentes tóxicos, tanto ao nível industrial como também em laboratórios de pesquisa.

Valorização profissional

O químico tecnológico Ricardo Crepaldi, do Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV), com atuação no Estado de São Paulo, afirma que a atuação do profissional da química vai além da produção. “Do ponto de vista da sustentabilidade, o químico pode fazer parte da gestão, da operação, dos processos de desenvolvimento de produtos e até mesmo da área de compras”, explica. Segundo ele, a cadeia precisa ser sustentável em todas as suas vertentes: economia, meio ambiente e população.

Em harmonia com os Conselhos Regionais de Química (CRQ), atualmente em número de 21 e com atuação em todo território nacional, o CFQ constitui o Sistema CFQ/CRQ. Uma das frentes de trabalho do Sistema é a fiscalização da qualidade dos serviços e produtos oriundos de processos químicos, oferecendo à sociedade artigos seguros para o consumo e com respeito aos princípios da sustentabilidade.