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De vilão a aliado: como o celular e os aplicativos ajudam a aprender Química

Na era da tecnologia, sanar as dúvidas de uma disciplina ficou mais fácil e acessível. Se o aluno tem uma questão não respondida sobre Química Orgânica, por exemplo, ele pode recorrer ao Youtube e acessar um dos milhares de vídeos disponíveis na plataforma sobre hidrocarbonetos, bases, óxidos e tantos outros. Basta uma busca rápida na internet para saber quão vasto é o conteúdo. E assim, aprender Química fica a cada dia mais leve e divertido.

Numa escola de ensino fundamental e médio de Brasília, a turma chega ao laboratório de química, visualiza o endereço do link anotado no vidro e os alunos já acessam os formulários onde estão as instruções e atividades do dia. Maitê Magalhães e Maria Eduarda Calandrine são alunas do 9º ano e ambas têm 15 anos. Elas são responsáveis por um fichamento, aquela tradicional tarefa de resumir o que há de mais importante na matéria do dia, e cumprem a missão com o auxílio do celular.

Maria Eduarda conta que, além do celular, os alunos usam tablets e aplicativos que descomplicam a Ciência e auxiliam na absorção do conteúdo. “Eu acho que aprender Química fica mais fácil usando o celular, já que ele faz parte da nossa vida e torna a matéria menos monótona. Eu tive uma dificuldade com a Química Inorgânica, mas com a ajuda da professora e do material que estudei na internet, vídeos e aplicativos, eu consegui entender tudo”, relata.

Maitê também acha que o uso do smartphone e do tablete facilitam o aprendizado em vários aspectos. “Usar o celular durante a aula é mais motivador. Continuo tendo caderno para fazer os registros,mas, às vezes, eu tiro foto para registrar depois. Fora que tendo tudo na plataforma é mais acessível, mais difícil de esquecer, você não perde nada. Aquelas aulas que você fica copiando do quadro são chatas e não acho que o aproveitamento seja tão bom”, finaliza.

As aulas da professora Daniela Trovão são um exemplo de como a tecnologia e a Química podem e devem andar de mãos dadas. Ela conta que o uso do smartphone era um problema em sala de aula, por isso decidiu transformá-lo em um aliado. “Não posso tentar concorrer com recursos tecnológicos como o celular. Estes meninos nasceram totalmente imersos na tecnologia e precisamos usá-la como instrumento auxiliar no ensino”.