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CRQ XII discute mercado na área ambiental

O mercado de trabalho na área da Química Ambiental foi tema da live do Conselho Regional de Química da 12ª Região (CRQ XII), em parceria com o Sindicato dos Químicos (SindQui), na noite desta terça-feira (14).

Integrantes da Câmara Técnica do Meio Ambiente (CTMA) do CRQ XII destacaram os desafios do setor ambiental durante a pandemia de Covid-19.

No entendimento dos integrantes da CTMA, o licenciamento ambiental é um gargalo para quem desconhece o mercado. Existem grandes oportunidades aparecendo em setores como geração de energia, resíduos sólidos e saneamento básico.

A integrante da Câmara, Viviane Frazão, apontou, também, que há muito gargalo no licenciamento ambiental, em especial, durante a pandemia, quando processos ficaram parados por falta de pessoal para análise. 

Para o engenheiro Diogo Crispim, o profissional do meio ambiente é um dos mais múltiplos e a especialização é um diferencial. Diogo já atuou em várias áreas da Química, como tratamento de piscinas e outros segmentos, mas lembrou que a observação do mercado pode abrir grandes oportunidades de trabalho. 

Fernando Yuri, coordenador da CTMA, também compartilha da mesma opinião. Segundo ele, é preciso desmistificar a ideia de que o químico só trabalha dentro de um laboratório. “Eu consegui vislumbrar alguns nichos durante a pandemia”, acrescentou.

Para Cassiano Pacheco, tecnólogo em Química Industrial, trabalhar na pandemia foi desafiador, principalmente, em garantir os empregos e ainda atuar de forma presencial nos clientes. “Foi complexo e atuamos na área de hemodiálise. Foi desafiador e perigoso, mas a utilização de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) garantiu o trabalho. A Covid-19 trouxe várias lições e dolorosas”, afirmou. 

Cassiano ainda comentou que durante a pandemia faltaram muitos insumos importados como reagentes para a área da Química. “Não temos um parque industrial que consiga suprir as necessidades.”

O tecnólogo encerrou dizendo que muitos dos seus clientes migraram para outros setores da economia, mas que existem novos mercados no norte do País, nos estados do Pará e Tocantins.