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Conselheiro federal Wagner Contrera: a fiscalização é a alma do Sistema

Razão de existir dos conselhos profissionais, o papel fiscalizatório do Sistema CFQ/CRQ leva segurança à sociedade

Criado para zelar pelo exercício da Química no Brasil, estabelecendo padrões de atuação para empresas e profissionais, fortalecendo e difundindo as boas práticas, além de regular a atuação laboral nos campos científicos correlatos à área, o Conselho Federal de Química (CFQ) realiza trabalho essencial para a segurança dos produtos consumidos pela população: a fiscalização. O conselheiro federal e gerente de fiscalização do Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV), Wagner Contrera, afirma que qualquer empresa que venha a desenvolver alguma atividade na área não pode funcionar sem um responsável técnico. “A fiscalização do Sistema CFQ/CRQ garante que essa determinação legal está sendo cumprida”.

Para Contrera, a fiscalização é a alma do CFQ, pois o seu principal papel é a “defesa da sociedade”. Ele afirma que o trabalho dos Químicos é de bastidores, mas nem de longe menos importante do que o de outros profissionais. “As pessoas não conseguem identificar quem produziu aquele produto que estão adquirindo e consumindo. O conselho é importante por isso. Quando alguém vai ao médico ele mesmo fiscaliza se no carimbo do receituário existe um CRM, no caso dos Químicos não funciona assim, se o conselho não fiscalizar não há segurança para o consumidor”, esclarece.

O fiscal se dirige ao estabelecimento, seja ele já está registrado ou não no Conselho, e verifica a existência de atividade Química. “Importante destacar que o papel da fiscalização não é verificar se o trabalho está sendo bem ou mal desenvolvido, mas sim se ele está sendo realizado por um profissional com a formação compatível com a atividade e registrado no CFQ”, frisa.

Contrera esclarece que isso acontece porque a Química tem um universo de titulação profissional muito ampla: “vai desde o Engenheiro Químico, Bacharéis em Química, os técnicos em Química, além das formações específicas, engenharia de alimentos, açúcar e álcool, cerâmica, plásticos, etc”. Ele explica que um engenheiro têxtil não pode ser responsável por uma indústria alimentícia.

O conselheiro lembra que a Química está presente no cotidiano da população nos itens mais triviais como o sabonete do banheiro ou o tênis utilizado. “As pessoas têm uma visão muito negativa da Química ligando-a sempre a episódios trágicos. É papel do Conselho desmistificar esse entendimento e isso passa pelo esclarecimento da importância dos profissionais da Química para a segurança da sociedade”, conclui.