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Congresso de Química atrai mais de 1,3 mil participantes do Brasil e do exterior

Um megaevento que mobiliza estudantes, professores e profissionais da Química de todo país: este é o Congresso Brasileiro de Química (CBQ), que realiza em João Pessoa (PB) sua 59ª edição. Promovido pela Associação Brasileira de Química (ABQ) e com patrocínio e apoio do Conselho Federal de Química (CFQ) e do Conselho Regional de Química da 19ª Região (CRQ XIX – Paraíba), o tradicional evento recebeu em 2019 1.299 trabalhos inscritos – 1.100 deles aprovados.

Mesmo em um período de profunda crise, o evento recebeu mais de 1.300 inscritos oriundos das 27 unidades da federação – além de participantes da Bolívia, Colômbia e Argentina. O Congresso Brasileiro de Química é uma atividade multifacetada e enriquecedora. Professores e alunos sentem não raro o prazer de, pela primeira vez, exporem suas pesquisas e reflexões para uma plateia qualificada, sob a chuva de perguntas dos colegas. Profissionais graduados de diversas áreas da Química encontram no CBQ um campo fértil para o networking.

“O Congresso está incrível, sensacional, com os melhores profissionais, de áreas importantes da Química. É uma oportunidade de conviver com muitos professores, tem alguns da minha universidade aqui e de outras também. A gente consegue fazer um networking e, no meu caso, que estou no final de curso, é importante abrir as portas para possibilidade de pós, mestrado…”, afirma a estudante de Engenharia Química Iara Alves, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A organização de um CBQ demanda esforço e planejamento. A nova presidente da ABQ, a conselheira federal de Química Silvana Calado, afirma que o evento de novembro de 2020, que será realizado em Foz do Iguaçu (PR) já está em elaboração, mesmo antes do congresso de João Pessoa terminar.

Célio Augusto Fernandes, gerente de eventos da ABQ, lembra que o trabalho de organizar um congresso de química inicia com uma série de ações que desembocam no congresso em si: os trabalhos científicos, por exemplo, têm de ser avaliados por uma banca de professores. A tarefa ganha dimensões hercúleas ano após ano, quando os projetos enviados ultrapassam as centenas.

O Congresso acolhe uma série de programações voltadas para públicos específicos. É o caso da “Maratona de Química”, voltada para o ensino médio, o “Feproquim”, com perfil mais técnico, e a “Jornada de Iniciação Científica”, voltada para os graduandos dos cursos relacionados à Química. Conforme Fernandes, esses concursos geram prestígio pros participantes e rendem prêmios em dinheiro.

“Além disso, a divulgação dos trabalhos é uma grande oportunidade. Os vencedores ficam disponíveis no site da ABQ por 10 anos. Temos ainda uma parceria com o Google, que garante a disponibilização do conteúdo de forma perene”, afirma o gerente de eventos da ABQ.

O presidente do CFQ, José de Ribamar Oliveira Filho, também professor, é um entusiasta desde sempre de ações como o CBQ. Em seu discurso na abertura do evento ele mencionou que o prazer da atuação na química está em ensinar e repassar os conhecimentos.

“Um evento como o CBQ chegar à 59ª edição é um recorde. Plateia cheia, assuntos de alta relevância. Temos consciência que o nosso apoio do CFQ, especialmente em momentos de crise como este, permitem que eventos assim aconteçam”, afirma Oliveira Filho.