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Cientistas mulheres tiveram papel fundamental na descoberta de elementos químicos

Quando o assunto é a descoberta dos elementos químicos que compõem a Tabela Periódica, boa parte dos créditos pelas conquistas vai para cientistas homens. O que pouca gente sabe é que notáveis mulheres também tiveram participação ativa nesse processo. No Dia Internacional da Mulher, o Conselho Federal de Química (CFQ) relembra o legado de nove cientistas que ajudaram na montagem do mais importante documento da Química.

Ela não foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel à toa. As pesquisas desenvolvidas pela polonesa Marie Curie resultaram na descoberta de três novos elementos químicos: o Polônio, que ganhou este nome em homenagem ao seu país natal, e o Rádio. Junto com o marido, Pierre Curie, também descobriu o elemento Curio, aplicado em geradores termoelétricos e como fonte de energia portátil. O legado de Marie Curie teve continuação por meio de sua assistente, a química francesa Marguerite Perey. Sozinha, ela descobriu o elemento Frâncio. Ela detectou este elemento como produto do decaimento do isótopo astato—22.

A química nuclear americana, Darleane Hoffman, fez parte do time de pesquisadores que descobriu o Seabórgio. Apesar de não ter uma utilidade prática, ele possui importância experimental na confirmação de teorias já existentes para outros elementos químicos. Ele foi obtido pelo bombardeamento do Cf-249 com íons de O-18 usando um acelerador Super HILAC. Também dedicou suas pesquisas ao uso de sistemas automatizados e seu sistema de cintilação líquida para estudar propriedades químicas de isótopos de vida muito curta.

A alemã Ida Noddack foi a primeira mulher a ocupar o cargo de química profissional na indústria química alemã e ajudou a descobrir o elemento Rênio, cujos catalisadores são usados para a obtenção de chumbo metálico, gasolina de alta octanagem e em superligas resistentes a elevadas temperaturas usadas para fabricação de peças de motores de jatos. Em 1939, a francesa Yvette Cauchois participou da descoberta do elemento Atasto, utilizando uma ampola contendo radônio. A partir daí foram observadas linhas espectrais desconhecidas, além das que pertenciam ao gás nobre. O grupo supôs que pelo menos algumas delas poderiam corresponder ao elemento 85. Tal descoberta foi imediatamente comunicada à comunidade científica.

Harriet Brooks foi a primeira física nuclear canadense. Ela ficou famosa por suas pesquisas sobre transmutações nucleares e radioatividade. Foi uma das primeiras cientistas a descobrir o Radônio e tentar determinar sua massa atômica. Derivado do Rádio, ele é usado como fonte de radiação em canceroterapias e também em sismógrafos e como fonte de neutrões. A cientista Clarice Phelps foi a primeira mulher afro-americana a se envolver na descoberta do elemento Tenesso. Foi selecionada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada e pela Rede Internacional de Químicos Jovens para fazer parte da Tabela Periódica de Químicos Mais Jovens.

Quem também fez história na Tabela Periódica foi a química nuclear Dawn Shaughnessy. Ela se juntou a uma equipe de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL) e da Rússia e descobriu nada menos que cinco novos elementos entre 1989 e 2010. Eles preencheram a linha inferior da tabela co-descobrindo os elementos pesados ​​Fleróvio, Moscóvio, Livermório, Tennesso e Oganessônio. Outra cientista que marcou seu tempo foi a austríaca Lise Meitner. Considerada a mãe da fissão nuclear, ela descobriu os elementos Protactínio e Meitnério.