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Célio Augusto, presidente do CRQ VI: “EPQA produz onda de conhecimento”

Há 16 anos, a região Norte do Brasil reúne os principais nomes da Química para conhecer as novas tecnologias e descobertas do segmento e debater os rumos da profissão. O Encontro de Profissionais da Química da Amazônia (EPQA) é uma tradição local e busca unir o setor acadêmico e produtivo em prol do desenvolvimento regional. Promovido pelo Conselho Regional de Química da 6ª Região (CRQ VI), o EPQA acontecerá entre os dias 10 e 13 de setembro, no hotel Princesa Louçã, em Belém (PA). O presidente do CRQ VI, Célio Augusto Gomes de Souza, fala um pouco sobre a expectativa do evento e sua importância para a comunidade acadêmica.

Professor Célio, em linhas gerais, o que esperar do 16º EPQA?

O EPQA já é uma tradição nos estados da região Norte. O que percebemos, a cada edição, é que uma onda de conhecimento toma conta do evento. Para este ano, já temos cerca de 350 inscrições, sendo que 90% são estudantes de todos os níveis escolares. Também está prevista a apresentação de 150 trabalhos acadêmicos desenvolvidos nas salas de aula, que trazem inovações e descobertas na área da Química fundamentais para a evolução da humanidade.

Além dos trabalhos acadêmicos, haverá outras atividades?

Sim. Estão programadas 12 palestras e dez minicursos em áreas temáticas. Ao longo das edições, temos proporcionado a interação dos profissionais das diferentes áreas da Química, como mineração, alimentos, produtos naturais, meio ambiente, biotecnologia, biocombustíveis, entre outras, e de futuros profissionais, de discentes de cursos de pós-graduação e graduação e estudantes de curso técnico da área da Química, das instituições de ensino superior e ensino profissionalizante e médio da região Norte do Brasil.

Qual o principal legado que o EPQA deixa para a região?

Sem dúvida, o conhecimento compartilhado. Este evento é uma forma de enaltecer o saber, as descobertas. E também uma forma de prestigiar os profissionais da Química.

A história do EPQA se confunde um pouco com a história do CRQ VI. Conte um pouco sobre essa parceria.

É uma parceria indissolúvel. A primeira edição do encontro foi em 1980, aqui em Belém. Depois passou por São Luís e Manaus e desde 2003 voltou para nossa capital. Os profissionais que fazem parte do Conselho Deliberativo do CRQ VI integram a comissão organizadora do evento. Além disso, docentes de diferentes instituições e profissionais de empresas participam da organização do evento como integrantes do Comitê Científico e, também, como palestrantes. Logo, não deixa de ser uma ação do Conselho em prol da nossa categoria. Uma ação multiplicadora de conhecimento e prestígio.

Como o senhor avalia a Indústria Química na região Norte?

Atualmente, o CRQ VI conta com cerca de 400 profissionais e 350 empresas inscritas. Devido às condições naturais dos nossos Estados, as atividades industriais englobam a mineração, siderurgia e agronegócio. São desde grandes conglomerados industriais, até pequenos produtores. Em cada atividade dessas, o profissional da Química é essencial. É ele que irá atestar a qualidade dos produtos fabricados e garantir a segurança dos seus consumidores e do meio ambiente.