Notícias

Campanha da indústria de higiene e cosméticos leva exposição ao Congresso

A Frente Parlamentar da Química e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) lançaram em Brasília a campanha “Nosso Negócio é Cuidar. Do Brasil e de Você”.

Uma exposição em espaço nobre na Câmara dos Deputados dá o pontapé para a campanha na capital federal: até o dia 10 de março um painel alusivo à iniciativa vai chamar a atenção do público no Espaço Mário Covas, um dos acessos mais movimentados do Anexo II do Congresso Nacional. Na cerimônia de lançamento do espaço, o Conselho Federal de Química esteve representado pelo chefe de gabinete da Presidência, Henrique Martins Farias.

A coincidência de data com o Dia Internacional da Mulher (celebrado em 8 de março) foi proposital, para demarcar a importância das mulheres dos dois lados do balcão – seja como profissionais da indústria química na produção dos cosméticos, seja na condição de consumidoras, na aquisição direta de produtos ou nos milhares de salões de beleza espalhados por todo o Brasil.

As mulheres dominam o setor, produzindo e consumindo

O coordenador de Cosméticos da Frente Parlamentar da Química, deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ) lembrou que o segmento tem como característica preencher suas vagas de emprego prioritariamente selecionando mulheres.

“Mais de 70% dos postos gerados na cadeia produtiva dos cosméticos são voltados às mulheres. Elas respondem ainda por mais de 85% das franquias de salões de beleza”, afirmou Calero.

O deputado destacou ainda que esse segmento da indústria química vem sendo penalizado pela taxação excessiva: “em 2014, o setor de cosméticos era o 6º mais tributado, passando agora para o 2º lugar”, o que, na opinião de Calero, gera necessidade de uma revisão cuidadosa do peso dos impostos que incidem sobre essa cadeia produtiva na reforma tributária que se articula no Congresso.

Já o presidente-executivo da ABIHPEC, João Carlos Basilio, lembrou que os produtos de higiene tem papel central também para a saúde pública, destacado “no controle de doenças contagiosas, como o coronavirus” e que a popularização de itens básicos de higiene pessoal ainda é um desafio em muitas comunidades carentes: “Há dados que indicam que uma em cada sete meninas em idade escolar já perdeu aula alguma vez por não dispor de um simples absorvente”, falou Basilio.

Segundo os dados apresentados pela ABIHPEC, atualmente o Brasil exporta cosméticos e produtos de higiene e beleza para 156 países, garantindo renda para 5,4 milhões de pessoas. O setor envolve 2.794 empresas (dados de 2018) e o Brasil representa o 4º mercado consumidor mais importante do planeta – um volume de recursos da ordem dos US$ 30 bilhões. Na América Latina, os brasileiros representam 48,6% do mercado consumidor.

Um mercado atraente para empreendedores da Química

O conselheiro federal de Química Newton Mario Battastini, que também preside o Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim), comenta que o setor de higiene pessoal e cosméticos tem como característica a profusão de empresas de pequeno porte e voltadas à inovação – verdadeiras startups.

“A legislação dificulta um pouco o empreendedorismo, mas a vantagem é a perspectiva de bons negócios. Os profissionais da Química, aqueles que têm o desejo de empreender, encontram nessas áreas muitas possibilidades”, comenta Battastini.

Ele afirma ainda que, em muitos casos, a exigência de produtos diferenciados demanda pesquisa e esforço para atender às necessidades do mercado consumidor.

“Para se começar uma startup, é um bom segmento. Um setor que cresce cada vez mais, mas que exige um diferencial. Nessa parte de produtos de beleza e estética, o mercado cobra produtos com muito mais qualidade do que se tinha há dez anos”, conclui o conselheiro federal.

Clique no link da campanha “Nosso Negócio é Cuidar. Do Brasil e de Você”