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Brasileiras recebem prêmio internacional em defesa da diversidade na pesquisa científica

Prêmio Mulheres Brasileiras em Química é concedido a cientistas que trabalham para o avanço das Ciências Químicas no Brasil 

As professoras universitárias Ana Flávia Nogueira (Unicamp) e Paola de Azevedo Mello (Universidade Federal de Santa Maria), e a Engenheira Química Sonia Maria Cabral de Menezes (pesquisadora e consultora sênior da Petrobras) são as vencedoras do Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas 2020.

O prêmio, oferecido pela Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês) em parceria com a Sociedade Brasileira de Química (SBQ), será entregue (de forma virtual), nesta quinta-feira (15), durante o simpósio sobre o combate à desigualdade na ciência. O evento faz parte da 43ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ).

O objetivo da premiação é promover a igualdade de gênero em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no Brasil e de avançar na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica e no campo da Química.

Ana Flávia Nogueira conquistou o prêmio de liderança na academia pela sua contribuição no impacto global e social na pesquisa. Seu trabalho de destaque foi na pesquisa e desenvolvimento de novos materiais e processos, mais baratos e eficientes para conversão de energia solar em elétrica.

Divulgação – Unicamp

Para ela, este “não é apenas um prêmio que pela liderança na academia, mas sim para todas as jovens pesquisadoras, desde as alunas de iniciação científica, de pós-graduação e pós-doutorado que têm em seu sonho o desejo de ser uma cientista”. “E num momento tão difícil. A elas dedico esse prêmio”, afirma.

Já Sonia Maria, que é Engenheira Química da Petrobras, foi escolhida por sua liderança na indústria. A premiação reconhece pesquisas e inovações criativas que contribuíram para o sucesso comercial e o bem da comunidade e da sociedade.

Divulgação – Petrobras

O trabalho de Sonia abrange as áreas de refino, biotecnologia e meio ambiente. O destaque é a espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) no Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES).  “Esse prêmio engrandece e estimula o trabalho destas cientistas que vêm desempenhando papel relevante para colocar a Química e a ciência brasileiras em patamares internacionais”, declara.

Paola de Azevedo Mello ganhou o prêmio de líder emergente, que reconhece as realizações de uma jovem cientista química. Seu trabalho de pesquisa tem como principal objetivo o estudo da Química Analítica envolvendo a utilização de ultrassom e micro-ondas em processos industriais. Ela ressalta que ter este tipo de reconhecimento eleva os patamares da ciência em diversos sentidos.

Divulgação – UFSM

“A pesquisa científica é feita de contribuições diversas e isso inclui a diversidade de gênero. O reconhecimento é fundamental para a motivação em prol da pesquisa científica de qualidade, inclusiva e de base para as demandas que a nossa sociedade tanto precisa”.

 

Importância da mulher na ciência

 

De acordo com a ex-presidente da SBQ, Vanderlan Bolzani, professora da Universidade Estadual Paulista que recebeu o mesmo prêmio pelo conjunto de sua obra em 2019, a mulher tem uma grande importância histórica na ciência. “As mulheres alcançaram grandes avanços pelos seus esforços nos últimos 100 anos. Elas são essenciais para o desenvolvimento das ciências, mas existem muitas lacunas que ainda precisam ser abordadas. Reconhecimentos como o Prêmio Mulheres Brasileiras na Química nos permitem evidenciar a pesquisa e a carreira de mulheres pioneiras que estão trabalhando para preencher esse espaço”, disse.

 

Serviço:

 

Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas

Quando: Quinta-feira (15/10), durante a 43ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química

Hora: 19h

Como participar: inscreva-se gratuitamente no link http://bit.ly/MulheresEmQuimica