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Brasil ganha quatro medalhas na Olimpíada Ibero-americana de Química

O Brasil subiu quatro vezes ao pódio da XXIV Olimpíada Ibero-americana de Química (OIAQ 2019), realizada entre 7 e 15 de setembro, em Porto, Portugal. Os estudantes Ygor de Santana Moura, Joaquim Miguel Moreira Santiago, Thiago Oliveira Sousa e Lucas Yutaka Kuroishi ganharam medalhas de ouro e prata (duas de ouro e duas de prata). Eles repetiram a campanha vitoriosa na Olimpíada Internacional de Química, realizada em julho deste ano, em Paris, trazendo para casa outras quatro medalhas (duas de prata e duas de bronze).

O evento ocorre anualmente e reúne estudantes pré-universitários com menos de 19 anos. O objetivo é estimular o desenvolvimento de jovens talentos no estudo da Química e criar um espaço propício para fomentar a cooperação, o entendimento e o intercâmbio de experiências entre os países. Nesta edição, os brasileiros competiram com alunos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

“Esse resultado é fruto de muita dedicação e do trabalho árduo realizado nos últimos anos por todos os envolvidos no Programa Nacional Olimpíadas de Química”, afirma o professor Sergio Melo, coordenador do programa. A cada ano, diz ele, o interesse e o desempenho dos estudantes vêm surpreendendo.  Em 2018, o programa, que tem como um de seus primeiros patrocinadores o Conselho Regional de Química da 4ª Região (São Paulo), recebeu 254 mil inscrições.

Brasil será a sede da próxima OIAQ

No encerramento da competição, o Brasil foi anunciado como país sede da próxima edição da Olimpíada, em 2020. A Universidade Federal do Piauí (UFPI) foi escolhida por unanimidade pelo do júri da OIAQ. Será a terceira vez que o evento ocorrerá na instituição e a quinta vez no Brasil. A solenidade de abertura e o exame experimental serão realizados no campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina, e a solenidade de encerramento e o exame teórico serão realizados no Campus Ministro Reis Velloso, em Parnaíba.

Poderão competir na OIAQ os estudantes que tenham sido selecionados com base numa Olimpíada ou competição de Química em nível nacional nos respectivos países. Os países que não tenham este tipo de competições poderão participar como observadores. Os participantes deverão ter a nacionalidade do país que representam ou ter realizado os seus três últimos anos de estudos no respectivo país.

Eles poderão receber treinamento com professores universitários por um período máximo de 120 horas; ter ingressado há menos de um ano no nível de estudos pré-universitário e não ter feito nenhuma disciplina de Química em curso universitário.