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Brasil conquista quatro medalhas na Olimpíada Internacional de Química

Todos os quatro representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Química (International Chemistry Olympiad, IChO) conseguiram medalhas no certame. Vinícius da Silveira Lanza é medalha de prata. Marina Malta Nogueira, Cassia Caroline Aguiar e Hana Gabriela Albuquerque são bronze. A prova, organizada no Japão, foi realizada de forma remota no dia 28 de julho, e o resultado foi divulgado na última segunda-feira (2).

A amazonense Hana tem 17 anos e cursa o terceiro ano do ensino médio em Fortaleza (CE). Segundo ela, a sensação de dever cumprido é consequência de tudo o que vivenciou na seletiva. “Ser medalhista é finalmente estar no topo de tudo aquilo que foi desejado e pelo qual eu batalhei”, comemora.

Hana conta que a Química vai continuar no centro das atenções de sua vida, e que agora o plano é estudar ainda mais para ingressar na faculdade de Engenharia Química. “A Química é realmente a Ciência central. Ela se apropria das ferramentas matemáticas e dos fenômenos físicos para explicar o universo, além de trazer inovações que utilizaremos no dia a dia e aplicações que não aparecem muito no cotidiano, mas são interessantes”.

Já a estudante Cássia lembra que sempre teve em mente metas altas, como a conquista de um ouro. Mas depois de ter feito a prova, que ela própria achou mais complicada em relação aos outros anos, diminuiu a expectativa para o resultado. “Mesmo que eu não ganhasse medalha, tinha usado todas as minhas energias na prova. Então, sabia que tinha feito a minha parte e dado o meu máximo. No final, fiquei muito contente com o bronze. Estou aguardando ansiosamente pelo recebimento da minha tão esperada medalha”, comemora.

Ela está estudando para exames como o ITA, IME e Enem, mas ainda não decidiu o que cursar. Mas Cássia já tem certeza que a Química vai estar sempre guardada num lugar muito especial. “A experiência que obtive com as Olimpíadas, com certeza, me tornou uma pessoa e uma estudante melhor hoje. Mesmo que eu não curse Química, vou procurar sempre estar atualizada nessa Ciência”.

Para o brasiliense Vinícius, não é diferente. Ele se considera vitorioso após todo o esforço e reconhece que não teria chegado ao pódio sem apoio. “Foi uma longa jornada, e finalmente colhi os frutos de todo meu estudo ao longo desses três anos me dedicando às Olimpíadas. Estou muito feliz de ter conquistado essa medalha, e ver que todo o esforço valeu a pena, tanto meu, quanto de todos os professores que me apoiaram no decorrer do caminho”.

Sobre os planos para o futuro, ele já tem afazeres para o segundo semestre do ano. “Vou me dedicar ao processo de aplicação para universidades do exterior e aos projetos sociais para os quais contribuo, além da Olimpíada Ibero-americana de Química que ocorrerá em setembro”.

Sobre a Olimpíada Ibero-americana de Química

É um certame entre estudantes ibero-americanos realizado, a cada ano, em um dos países desta comunidade. Teve início em Mendoza, na Argentina, em 1995.

Cada país participa com uma equipe de até quatro estudantes, não universitários, com idade inferior a 19 anos, escolhidos em processo seletivo de abrangência nacional. Para representar o Brasil, três estudantes foram classificados na fase VI da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) e o mais bem classificado na IChO.

A próxima Ibero-americana será realizada no Brasil, em Teresina (PI), de forma remota. Atualmente, participam deste evento Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, Colômbia, El Salvador, Equador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Peru, Panamá, Paraguai, Portugal, Venezuela e Uruguai.