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Balança comercial da Indústria Química sugere recuperação no segundo semestre

O Brasil exportou US$ 5,3 bilhões em produtos químicos no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano. Apesar do resultado volumoso, ele ainda está abaixo das importações, que totalizaram US$ 17 bilhões no período. Para a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o segundo semestre terá papel central no progressivo processo de inserção comercial e na agenda de competitividade.

De janeiro a maio, os produtos químicos responderam por 24% do total de US$ 70,7 bilhões em importações e 5,7% dos US$ 95,8 bilhões em exportações realizadas pelo país. As importações de produtos químicos movimentaram 16,8 milhões de toneladas e o volume das exportações chegou a 5,4 milhões de toneladas, respectivamente um aumento de 16% e uma retração de 5,4% em relação aos cinco primeiros meses de 2018. O grupo das resinas termoplásticas foi o item mais exportado pelo Brasil, com vendas de US$ 788,7 milhões. Já os intermediários para fertilizantes permanecem como o principal grupo da pauta de importação brasileira de produtos químicos, com compras de US$ 2,8 bilhões no acumulado do ano.

Para a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Mazzaro Naranjo, o segundo semestre de 2019 terá um papel central para a mudança no quadro. “A indústria química brasileira apoia fortemente a proposta de mais inserção comercial, de forma a garantir a segurança jurídica e a sustentabilidade à competitividade e integração comercial brasileira”, avalia. Para ela, os desafios passam em tratar de maneira complementar e harmoniosa a tecnicidade da apuração dos elementos probatórios de dumping, dano e nexo causal e de interesse público.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil possui, mundialmente, o 6° maior mercado químico e, nos últimos 20 anos, a indústria cresce em taxas superiores a 7% ao ano, representando aproximadamente 3% do PIB total, ou 10% de toda indústria de transformação. Dentre os produtos químicos vendidos, a categoria de uso industrial é a mais representativa, e o seu crescimento vem muito em linha com o do setor. No mercado nacional, os produtos que respondem por mais de 70% do grupo são: petroquímicos básicos; resinas termoplásticas; produtos e preparados químicos diversos; e outros produtos químicos orgânicos. A maior parte dos produtores está na região Sudeste. O principal diferencial competitivo do Brasil, ainda segundo a CNI, é a presença da maior biodiversidade do mundo, favorecendo o desenvolvimento de novos produtos, seguidos da obtenção de patentes.

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