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Amazônia garante faturamento bilionário para a indústria química

De acordo com dados do IBGE, a Amazônia é o maior bioma do Brasil. Em um território de 4,2 milhões de km2, lá crescem 2.500 espécies de árvores (ou 1/3 de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul). Neste universo à parte, cada espécie nativa guarda propriedades químicas fundamentais para o desenvolvimento da humanidade. Com tamanha oferta, a região tem a permanente atenção de pesquisadores e indústrias de todo o mundo, ávidos por novas descobertas. O desafio de alcançar o equilíbrio entre a preservação do bioma e o uso racional de seus recursos será um dos temas que será debatido no 16º Encontro de Profissionais da Química da Amazônia (EPQA), que acontece a partir de amanhã (10/09), em Belém (PA).

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o estado do Amazonas possui PIB industrial de R$ 26,3 bilhões, equivalente a 2,3% da indústria nacional e sua indústria emprega 119.026 trabalhadores. O principal centro industrial continua sendo a Zona Franca de Manaus, que concentra a maior parte das indústrias químicas da região e abrange os estados da Amazônia Ocidental: Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e Amapá. Segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), as empresas do setor Químico investiram US$ 6,2 bilhões no Polo Industrial de Manaus (PIM) entre 2014 e maio de 2019. Os investimentos renderam, no mesmo período, um faturamento de cerca de US$ 18,6 bilhões. Graças ao programa de isenções fiscais desenvolvido no Polo, é possível realizar o alto volume de investimentos.

Um estudo da Escola de Economia de São Paulo (FGV – EESP) concluiu que a região Amazônica possui alto potencial, é rica em recursos naturais – muitos altamente valiosos –  e de grande biodiversidade. “Tem-se, assim, bases sólidas para o desenvolvimento de um programa mais amplo de desenvolvimento regional. Em uma visão de futuro, parece-nos fundamental a manutenção dos preceitos constitucionais para não colocar em risco o parque industrial existente, e que gera cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos. Segundo, é muito importante que se destine recursos do PD&I em atividades baseadas em recursos naturais da região e em formação técnica-profissional de excelência. Associado a isso é preciso desenvolver as atividades produtivas no interior do estado, estimulando projetos baseados em recursos minerais (potássio, gás, bauxita, nióbio, etc…), importantes para o fomento de novos polos econômicos (fertilizantes, metalúrgico, químico) e em recursos naturais voltados para o desenvolvimento de pólos de alimentação, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos”, recomenda o estudo.

16º EPQA

A 16ª edição do Encontro de Profissionais da Química da Amazônia (EPQA) acontecerá entre os dias 10 e 13 de setembro no hotel Princesa Louçã e irá celebrar os 50 anos do Conselho Regional de Química da 6ª Região (CRQ-VI). Estão previstos debates, palestras, apresentações de trabalhos acadêmicos e minicursos voltados à pesquisa aplicada. Temas como Meio Ambiente, Produtos Naturais e Química Tecnológica serão debatidos no evento.