Notícias

Alunos usam a criatividade para homenagear a Tabela Periódica

De formas e cores diversas, a Tabela ganha representações divertidas, ecológicas e inclusivas   

No ano em que a Tabela Periódica comemora 150 anos, escolas de todo o país aproveitam a data para mostrar a importância do sistema desenvolvido pelo químico russo Dmitri Mendeleev (1834-1907) e reforçar o aprendizado de forma lúdica. A tabela periódica facilitou o conhecimento da massa atômica, número atômico e distribuição eletrônica dos átomos. Ela pode parecer complexa, mas ganha popularidade e se torna mais atraente e tema de trabalhos criativos e inovadores.

Um exemplo disso é o trabalho desenvolvido no Centro de Ensino Médio de Planaltina, em Brasília. Em um torneio de Química, alunos apresentaram tabelas periódicas de formas bem diferentes dos livros. E não houve limites à criatividade na hora de retratar a companheira tão importante no mundo da Química. Teve tabela em forma de libras, braile, balões, cupcakes, e, claro, em forma de bolo de aniversário.

A professora de Química que idealizou o evento, Poliana Stabenow, conta que, além de homenagear a tabela periódica, a apresentação dos trabalhos de formas não-convencionais tem a intenção de instigar a criatividade dos alunos. “Envolvê-los em atividades como esta faz com que eles enxerguem a Química de outra forma, quebra um pouco esta resistência que eles possam ter com a disciplina. E eles ainda aprendem a tabela periódica sem apelar para a decoreba”, explica a professora.

A consciência ambiental também marcou presença na festa. O grupo de Allyson Vinícius decidiu fazer a Tabela Periódica em um teclado de computador que iria para o lixo. “Quisemos reaproveitar o material como uma representação do quanto a Química é importante para o meio ambiente. A natureza é uma fonte constante de processos químicos, sejam naturais ou provocados por interferência humana. Quisemos representar a importância da Química e das nossas ações”.

Acessibilidade

O grupo do Edilson Soares trabalhou a tabela na Língua Brasileira de Sinais, também conhecida como libras, um conjunto de formas gestuais utilizado por deficientes auditivos para se comunicar. “Escolhemos as libras porque, além de ser a segunda língua oficial do Brasil, achamos importante fazer algo que tivesse acessibilidade. Precisamos pensar que nem todos falam e ouvem como a gente. A Química precisa estar ao alcance de todos”, explica.

Quem também pensou naqueles acometidos de limitações físicas foi o grupo do Diogo de Souza, que fez a tabela em braile. “Temos aqui no colégio os colegas que têm necessidades especiais. Inclusive alguns têm problemas com a visão. Então pensamos neles, em fazer algo que pudesse ajudá-los a aprender Química. Com isso até a gente aprendeu mais sobre o universo deles e fixou mais a Tabela Periódica”, finaliza.

Ambos os trabalhos ficarão à disposição dos alunos especiais e servirão de material de apoio para o aprendizado da disciplina.

Veja a galeria de fotos