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Alunos ganham bolsa para conhecer melhor a Química

O Programa Nacional Olimpíadas de Química concedeu 130 bolsas de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional Científico e Tecnológico (CNPq) para estudantes de todo o país. Os alunos cursam o Ensino Médio, fizeram cadastro no CNPQ e, atualmente, recebem uma bolsa no valor de R$100,00. Os bolsistas foram selecionados a partir da seletiva estadual da OBQ, realizada em março deste ano. 

Seis bolsas foram destinadas à Olimpíada Cearense de Química, projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará, que tem o objetivo de estimular o interesse pela Química entre estudantes do ensino fundamental e médio. Foram selecionados os alunos que ficaram nas primeiras colocações no concurso e que estudam em escolas públicas. As atividades começaram no mês de setembro e terão a duração de 12 meses sob orientação das professoras Maria Elenir Ribeiro e Nilce Viana Gramosa, docentes do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da UFC. 

Os alunos têm no projeto o primeiro contato com a Química em nível universitário. É o que explica um dos coordenadores da Olimpíada Cearense de Química na Universidade Federal do Ceará e das Olimpíadas Cearense e Brasileira do Ensino Superior de Química, Nilce Viana Gramosa. “Eles estudam artigos relacionados ao conteúdo que estão aprendendo, se ambientando com a pesquisa, e já foram a um horto de plantas medicinais onde estudaram análise fitoquímica. O valor da bolsa é simbólico, mas é importante pela valorização a eles, por estarem dentro da universidade desenvolvendo projetos, e conhecendo como funciona”.

Nilce explica que as bolsas são como um miniprojeto. “Queremos aumentar o número de bolsas, mas para isso precisamos de maior número de escolas públicas participando. A intenção é incentivar nossos colegas que fazem parte das Olimpíadas para que enviem projetos. Começamos com poucas bolsas, mas aqui no Ceará, já aumentaram três para o próximo ano”, comemora.  

Ela complementa que, embora sejam aparentemente poucas bolsas, é um primeiro passo para que outros estudante das escolas públicas se sintam mais atraídos pela Ciência. “Que a presença deles aqui não seja pela bolsa em si, mas pela importância de estar dentro da universidade, aprendendo técnicas laboratoriais, aproveitando a estrutura que não teriam nas escolas. Além disso, queremos incentivar os alunos do interior. Já houve uma capilarização com unidades polo, então, os professores podem incentivar os alunos a participarem para que tenhamos uma distribuição mais uniforme em todo o Ceará”, finaliza.