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Abrafati 2019: vozes plurais em defesa da indústria brasileira de tintas

Entre as várias atividades oferecidas durante a Abrafati 2019, um dos maiores congressos internacionais de tintas, realizado em São Paulo, um segmento se destacou entre os demais. Ao participar ativamente do evento com palestras, levando conhecimento e informações aos profissionais de Química, o Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp) teve uma oportunidade de mostrar ao público a importância do setor de tintas na economia nacional.

A participação dos profissionais do Sitivesp na Abrafati ocorreu graças à articulação do Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ IV), com quem o sindicato tem desenvolvido trabalhos com objetivos comuns, como o de ordenar o mercado e evitar práticas incorretas e ilegais, entre as quais se destaca a não conformidade técnica intencional em tintas imobiliárias.

Durante o Fórum “Vendendo Tintas no Mundo Atual”, o presidente do Sitivesp, Douver Martinho, fez uma apresentação sobre o perfil do novo consumidor de tintas. Foi a primeira vez na história do evento que o tema de vendas de tintas foi incluído na programação. “Destaquei a importância de investir na capacitação de pintores, que é essencial para a obtenção dos melhores resultados na pintura. Falei sobre como, ao longo dos mais de 40 anos em que estou no setor, houve mudanças no produto e na sua tecnologia, na forma como o varejo o vende e no jeito como o consumidor se comporta. E também mostrei como a indústria de tintas foi se adaptando à nova realidade, acompanhando e se antecipando às tendências”, declarou o presidente.

Douver Martinho

Segundo o sindicato, o Brasil é o 5º maior produtor de tintas do mundo. São fabricadas tintas destinadas a todas as aplicações, com tecnologia de ponta e grau de competência técnica comparável à dos mais avançados centros mundiais de produção. O segmento emprega, atualmente, cerca de 20 mil profissionais diretamente. Há muitas oportunidades para quem quer ingressar no setor, especialmente com formação técnica, entre as quais a Química se destaca.

Douver explica que há um grande número de químicos atuando em indústrias, laboratórios, nas atividades ligadas à formulação, à pesquisa e ao desenvolvimento, à produção e mesmo nas vendas técnicas.

“Nossa aproximação com o CRQ IV em eventos deste porte e a conscientização dos profissionais são fundamentais para que as tintas que cheguem às revendas e aos consumidores cumpram os requisitos estabelecidos nas normas técnicas. O químico responsável tem um papel chave para isso. Há muito espaço para o crescimento do consumo per capita de tintas no Brasil, que hoje está na faixa de 7 litros/habitante/ano. Em países desenvolvidos, esse número é mais do que o dobro. Portanto, temos que, cada vez mais, mostrar como as tintas têm valor”, finalizou o presidente do sindicato.